"Excelência em gestão"

Foco em reestruturação organizacional de micros, pequenas e médias empresas nas áreas financeira, administrativa e recursos humanos.


terça-feira, 15 de novembro de 2016

Planejamento de carreira

Conceito 
Plano é o documento formal que consolida informações, atividades e decisões desenvolvidas com base em uma metodologia de planejamento
Ninguém consegue aprimorar o que está apenas na cabeça

Carreira 
É um conjunto planejado, estruturado e sustentado de estágios que consolidam a realidade evolutiva de cada individuo, de forma interativa com as necessidades das empresas e das comunidades onde elas atuam.

Plano de carreira 
É a explicitação formal de um conjunto planejado, estruturado, sustentado e sequencial de estágios que consolidam a realidade evolutiva de cada individuo, de forma interativa com as necessidades da empresas e das comunidades onde elas atuam.

Finalidade do plano de carreira 
Dar foco de direcionamento profissional para as pessoas 
Lembre-se do lema “Se não sei aonde quero ir, todas as direções e caminhos servem”
Facilitar a interligação entre conhecimentos diversos 
Facilita a identificação de outros conhecimentos necessários ás maiores velocidade e qualidade nos seus desenvolvimentos profissional.
Facilitar, se necessário, a alteração de rumo profissional
Dar mais segurança as pessoas
Quem escreve deve ter a humildade de saber  receber criticas e elogios dos outros, a inteligência de saber utilizar estes comentários em proveito próprio, bem como disponibilizá-los para os outros.
Proporcionar amplo debate da vida profissional das pessoas.

Momento do plano de carreira 
A pessoa já trabalhou vários anos em uma área de uma empresa, mas perdeu o emprego por alguma razão, essa pessoa precisa redirecionar e possivelmente revigorar a sua atuação profissional para conseguir um novo emprego.
Atitude frente ao plano de carreira
Acreditar em si mesmo e se preparar para o futuro profissional. É a atitude interativa e, neste caso, o lema é “redirecionar a maré” a qual corresponde a sua carreira.
O ponto de partida de uma trajetória profissional de sucesso é a elaboração de um bom e eficiente plano de carreira. Traçar metas, perceber qualidades pessoais e defeitos, além de trabalhar com a hipótese de mudanças, principalmente na atual conjuntura econômica, são algumas das primeiras coisas a se pensar
É sabido que as empresas não estão preocupadas com o futuro ou  plano de carreira de seus colaboradores. Cada um é responsável por definir seus objetivos, isto é, definir onde, quando e como atingir suas metas.
A relação empregado e empregador pode  ser comparado ao relacionamento comercial entre fornecedores e clientes, ou seja, se o fornecedor não atende as  expectativas  do seu cliente da melhor maneira, será substituído por outro, seguindo esta linha de raciocínio o empregado é o fornecedor, como fornecedor  também poderá trocar de cliente sempre que achar  conveniente ou necessário para isso é preciso ter metas profissionais definidas e planejadas.

Definir  metas profissionais. 
Identificar empresas ou cargos que desejo  trabalhar. 
Onde minhas habilidades podem ser úteis? 
  
Um plano de carreira deve ser concreto e planejado com ações de curto, médio e longo prazo, hoje como o mercado de trabalho está aquecido e dinâmico, com mudanças constantes em empresas, cargos e funções  é interessante um planejamento para  no máximo  5 anos. 
Desenvolver e focar nova área de atuação na mesma empresa, ou seja, mudar de emprego, cargo ou função, sem mudar de empresa.
A revisão do plano de carreira deve ser revisto periodicamente, no mínimo a cada seis meses, este momento serve para analisar o que foi possível realizar dentro do estabelecido, se preciso for faça correção da rota, mude caso haja necessidade ou surjam novas oportunidades. O plano precisa de reformulação anual, ou seja, seu objetivo inicial seriam cinco anos, por exemplo, passou um faltam quatro anos, porém deve ser acrescido sempre mais um e assim sucessivamente. Com um plano definido fica mais fácil saber se os objetivos foram atingidos e assim corrigir possíveis desvios no decorrer do prazo estabelecido.

Objetivos 
O próximo passo a ser dado pelo profissional na elaboração do plano de carreira é identificar e definir as áreas de interesse para atuação ou objetivo, dados como descrição da função, requisitos acadêmicos, profissional e oportunidade de carreira.

Definição das metas, objetivos e estratégia 
A estratégia foi definida de acordo com os anseios profissional atual e hierarquia dos objetivos, priorizando áreas de interesse a curto e médio e longo prazo. O gerenciamento do planejamento deve servir para checar como vão os esforços para atingir as metas definidas.
Nesta etapa, é sugerida a avaliação semestral ou anual dos objetivos propostos frente às ações executadas. Refaça os planos, faça uma redefinição de prazos, elimine tarefas já cumpridas e estabeleça novas metas e estratégias. Lembre-se que o Plano é dinâmico, deve se movimentar como a sua própria vida.

Extraído do livro: Plano de Carreira - Djalma de Pinho

Brasil, um País seguro para investir 

O Brasil está em franco desenvolvimento e é hoje um dos países mais procurados pelos investidores estrangeiros, porém sem crédito essa realidade poderia ser bem diferente, o crédito quando bem planejado é o grande propulsor do desenvolvimento econômico e social. O Brasil passa uma imagem segura e estável para o resto do mundo, a expansão econômica fez com que grandes investidores desembarcassem em nosso país, principalmente no mercado imobiliário que está em ritmo acelerado, apesar de não ter o mesmo desempenho de 2010 quando foi o boom imobiliário em 2011 continua sendo bom com previsão de crescimento acima do PIB. Com a baixa taxa de desemprego, crédito abundante o brasileiro também está mais seguro para investimentos a longo prazo.
O crescimento imobiliário não está baseado em uma bolha como muitos dizem, os preços dos imóveis ficaram estáveis por muitos anos, temos um alto déficit de moradias, em média 5.8 milhões que tende a diminuir nos próximos anos por conta do crédito abundante e de programas como PAC.
O crédito imobiliário tem condições de crescer muito, hoje corresponde a 4% do PIB nos próximos anos poderá chegar a 10%. Em países desenvolvidos como E.U.A e Reino Unido chega a 80%, Dinamarca 100% ou seja não há indícios de bolha imobiliária, apenas uma economia que por décadas ficou estagnada.
O que vem chamando a atenção também dos grandes investidores do ramo imobiliário é a construção de barracões comerciais para alugueis destinados a empresas principalmente especializadas em logística um setor onde há uma forte demanda, esse é um mercado promissor que vem de encontro ao bom momento que o Brasil vive com a expansão do crédito em suas mais diversificadas áreas.
Outros setores da economia também estão aquecidos, uma pesquisa da consultoria Accenture classificou o Brasil em 1º lugar no ano de 2010 entre os países com mais compradores de celulares, tvs hd, netbooks e câmeras fotográficas. Em meio a crise econômica mundial, a agência de classificação Standard & Poor’s elevou a nota de risco soberano de longo prazo de BBB- para BBB. A classificação significa que a agência considera o Brasil um país seguro para investidores.
Apesar da altíssima carga tributária, o mercado automobilístico brasileiro também está crescendo e poderá se tornar o quarto maior consumidor do mundo segundo especialistas, está informação vem das empresas JD Power e IHS Global Insight, renomadas na pesquisa automotiva mundial, o Brasil ficaria somente atrás da China que vem em primeiro seguido pelos E.U.A e Japão.
Com estabilidade politica e econômica, farto crédito em praticamente todos os segmentos da economia, mercado de emprego aquecido e crescente aumento no consumo faz com que o Brasil seja hoje a menina dos olhos dos grandes investidores estrangeiros.

O que aconteceu com o Brasil? 
Dias atrás revendo meus artigos e publicações encontrei o texto acima que escrevi em meados de 2011, fazendo uma reflexão rápida me veio o seguinte pensamento "O que aconteceu com o Brasil" ou como poderíamos estar hoje não fosse a crise política, econômica e a corrupção que está corroendo a sociedade.
Me lembro de uma frase do Guido Mantega em 2011, então ministro da fazenda, quando o Brasil era a sexta maior economia do mundo, que em 10 a 20 anos poderíamos atingir um padrão de vida europeu, pelo jeito a previsão deu certo, em parte, pelo menos no índice de desemprego já passamos o padrão da zona do euro que hoje está na casa dos 10%.
A crise fez com que o mercado imobiliário despencassem e as projeções são que, em 2016 o preço médio dos imóveis retornem aos níveis apresentados no final de 2011. Quando andamos nas ruas do nosso bairro ou mesmo nos grandes centros, encontramos inúmeros imóveis fechados com placas de "aluga-se" principalmente imóveis comerciais, imagina os investidores que a cinco anos atrás acreditaram no país e fizeram investimentos no mercado imobiliário.
O mercado automobilístico teve uma queda de 26,55% e o cenário para 2016. não é otimista, os analistas preveem uma queda em torno de 17%, a 20 anos que o setor não passava por uma crise como essa.
O Brasil vive uma recessão sem precedente histórico e coloca a classe empresarial em um dos piores momentos, vendas em queda, alta inadimplência, demissões em massa, crédito enxuto, juros e a inflação nas alturas, a única saída para muitos tem sido o encerramento das atividades, alguns empresários ainda tentam se manter no mercado requerendo a Recuperação Judicial, porém os números indicam que poucas empresas se recuperam com esse expediente.
A mesma agência de classificação de risco Standard & Poor's que havia elevado a nota do Brasil a alguns anos atras para BBB, que significa um país seguro para investidores, rebaixou a nota agora em fevereiro de "BB+" para "BB", com perspectiva negativa, essa nota é atribuída a categoria de especulação e causa um certo receio por parte dos investidores estrangeiros que diminuem os investimentos em países com essa classificação. 
A operação Lava Jato deflagrada pela Polícia Federal que investiga o maior esquema de corrupção já visto no Brasil já passa de dois anos de trabalho e segundo os investigadores ainda está longe para acabar uma vez que a cada dia surgem novos fatos envolvendo mais pessoas, pelo que tudo indica a investigação está alcançando o núcleo que comandava os desvios nas estatais.
Não podemos ser hipócritas e achar que a corrupção vai acabar, pois ela está enraizada na cultura brasileira desde de a época do Brasil colônia, porém a tendência é diminuir, as leis estão sendo cumpridas de forma mais firme intimidando corruptos e corruptores, a prisão com condenação em 2ª instância está deixando apavorado os corruptos que até pouco tempo rolavam seus processo por anos até que o crime fosse prescrito, era a sensação de impunidade. Outro detalhe que vem chamando a atenção é em relação a imprensa que está tendo um papel mais atuante nas reportagens investigativas em relação ao crime, também a sociedade está vigiando de perto as ações dos governantes é provável que com menos corrupção sobrará mais recursos para investimento no crescimento da economia brasileira, pois a corrupção é como um ferrugem que corroê a sociedade.
Em relação a economia o novo governo não está medindo esforços para colocá-la de volta ao trilho e os especialistas já estão otimistas em relação ao futuro do Brasil.
O povo tem orgulho do Brasil, é otimista e sempre fez a sua parte, contribuí para o crescimento produzindo, empreendendo, pagando impostos que aliás é um dos mais altos do mundo chegando a consumir 1/3 do ganho.
Se analisarmos a força que temos, o que somos e o que representamos em termos mundiais ainda podemos ter esperança que vamos vencer essa crise e sair mais fortalecido. O Brasil conta com um contingente de mais de 80 milhões de pessoas economicamente ativas e produzindo, possui uma reserva financeira em torno de 370 bilhões de reais, para se ter uma ideia da importância deste número o Brasil está entre as sete maiores nações que mais possuem reservas financeiras no mundo, também está entre as 10 maiores economias do mundo com um PIB de 5,9 trilhões, em termos populacionais é maior que a França, Inglaterra e Itália se somados juntos, é o 5º maior país do mundo em extensão territorial, a ONU aponta o Brasil como o principal exportador de alimentos do mundo na próxima década, é o 2º maior produtor mundial de soja, atrás apenas do EUA, é responsável por 17% da produção total da carne bovina de todo o planeta, possui a maior floresta tropical do mundo. "Deus é brasileiro".
Como podemos perceber o Brasil não é só carnaval, futebol e corrupção é muito maior que isso, é uma potência mundial a ser considerada, a força motriz que gira o país precisa voltar a funcionar e impulsionar o crescimento.

Fonte: Marcelo Garcia Saraiva Silva 
Sua empresa vende produto com qualidade e valor agregado ou vende preço?

Reúna sua força de vendas e faça um exercício de reflexão sobre o assunto. Se o resultado for que sua empresa esta vendendo preço deve acender uma luz amarela indicando cuidados pois o risco do mercado te devorar é iminente, o cliente irá exigir cada vez mais descontos até chegar ao ponto em que você não terá mais condições de atendê-lo, ai terá poucas chances de sair dessa situação. Uma das opções neste momento será aumentar o preço do produto deixando o justo e compatível com seus custos visando minimizar o prejuízo e se ajustar a uma margem segura, dificilmente o cliente estará disposto para entender essa situação, ou seja, ele não vai pagar mais, ele vai preferir homologar outro fornecedor a aceitar o ajuste no preço do seu produto. Outra opção será a de abandonar este cliente, uma decisão extremamente arriscada, sobrará uma terceira e mais difícil decisão que é fechar as portas, o faturamento não suportará o custo de produção levando a empresa a um endividamento muito alto e oneroso, de algum lugar essa diferença deverá sair e na maioria dos casos será de empréstimos bancários. Sua decisão como gestor foi focar no preço e não no valor da marca, ou seja, nem mesmo você foi capaz de valorizar seus produtos e sua empresa ficou fadada ao fracasso. Sabe quem serão seus maiores admiradores? A concorrência. 
Por um outro lado quando você agrega valor ao seu produto oferecendo excelência no atendimento, qualidade, pontualidade nas entregas, preço justo e compatível com seus custos de produção, negociação ganha ganha, pós venda eficiente, preocupação em resolver problemas do cliente o mercado logo enxerga essas ações e costuma valorizar o produto, paga o valor justo e merecido inclusive fidelizando a marca. 

Fonte: Marcelo Garcia 
A arte do vendedor 

“Os guerreiros vitoriosos vencem antes de ir à guerra, ao passo que os derrotados vão à guerra e só então procuram a vitória.” Sun Tzu
Os vendedores vitoriosos são aqueles que, antes de ir a campo estuda o perfil e a necessidade de cada cliente a ser visitado, então elabora as estratégias personalizadas de atendimento.
A estratégia compreende em estudar detalhes como o perfil comportamental do cliente, produtos, histórico de compras, preços praticados, entre outros fatores fundamentais para uma venda. Esses vendedores sabem exatamente o que o cliente necessita, somente após a elaboração do estudo ele sai à campo.
Obter informações sobre produtos, preços, concorrência, históricos de compras, prazos é muito fácil, normalmente o próprio vendedor conhece esses dados e a empresa também costuma ter programa de CRM, mas como conhecer o perfil comportamental de cada cliente? É aí que está o grande diferencial dos vendedores vitoriosos. Podemos utilizar quatro características importantes que fazem toda a diferença na negociação, clientes com perfis pragmáticos utilizam mais a razão e são mais rápidos em contra partida os que possuem perfis afáveis utilizam mais da emoção e são mais lentos nas negociações.
Os clientes pragmáticos tendem a falar pouco e costumam ser mais práticos e objetivos em suas decisões, os vendedores que atendem esse perfil precisam estar preparados, ser mais diretos e objetivos nas negociações evitando prolixidade. É preciso resumir ao máximo a apresentação sem deixar de lado o que é essencial na qualidade do produto.
Por outro lado clientes com perfis afáveis utilizam mais a emoção e são mais lentos em suas decisões, para atender esse perfil o vendedor não pode ter pressa e terá que estudar muito o produto oferecido pois em muitos casos ele terá que detalhar. Este perfil de cliente costuma comentar sobre assuntos diversos como negócios, hobbies e até problemas familiares. Para criar uma sinergia positiva o vendedor precisa ouvir tudo que o cliente está disposto a falar, com muita calma e atenção, neste momento o cliente se torna a pessoa mais importante do mundo e aqui vale a sabedoria oriental "Deus deu ao homem dois ouvidos, dois olhos e uma boca para vermos e ouvirmos duas vezes mais do que falamos".
Quando aprendemos a lidar com cada tipo de cliente o atendimento tende a fluir melhor aumentando as chances de fechar bons negócios e ainda deixar as portas abertas para o futuro. Criar vínculos é fundamental para o sucesso nas vendas.
Vendedores derrotados. Analisando as atitudes comportamentais desses seres descobrimos que eles sempre saem a campo abatidos, desorientados, sem conhecer e nem estudar o perfil e as necessidades que o cliente possui, muitas vezes saem sem mesmo ter um roteiro definido de visitas, esses vendedores com certeza receberão muitos não durante o dia, inclusive encontraram muitas portas fechadas para atendimento.
São esses os tipos de vendedores que normalmente tumultuam as reuniões da área comercial despejando suas lamentações e reclamando da economia, do país, do produto, preço, demanda, remuneração, reclamam que o cliente não o atende, reclamam do concorrente que é muito bom, ou seja, encontram somente dificuldades. "Quer um conselho? Livrem-se deles o mais rápido possível ou em breve sua empresa não terá mais cliente porque não existirá mais e sabe quem serão seus maiores admiradores? A concorrência.

Fonte: Marcelo Garcia 

A arte do gestor 

“Conhecer o outro e conhecer a si mesmo; em cem batalhas nenhum perigo. Não conhecer o outro e conhecer a si mesmo; uma vitória para uma perda. Não conhecer o outro e não conhecer a si mesmo, em cada batalha, derrota certa.” Sun Tzu
Quando trazemos este conceito de Sun Tzu da Arte da Guerra para o mundo corporativo podemos ter a seguinte interpretação da gestão.
“Conhecer o outro e conhecer a si mesmo; em cem batalhas nenhum perigo". Quando você conhece seu mercado de atuação, a estratégia que o concorrente está praticando bem como a gestão da própria empresa, as chances de sucesso nos negócios aumentam consideravelmente.
"Não conhecer o outro e conhecer a si mesmo; uma vitória para uma perda". Não conhecer o seu mercado de atuação e nem as estratégias que a concorrência está praticando, mesmo sua empresa tendo uma excelente gestão ainda enfrentará dificuldades nos negócios.
"Não conhecer o outro e não conhecer a si mesmo, em cada batalha, derrota certa.” Esse trecho dispensa comentário. Não conhecer as estratégias que a concorrência está praticando, nem a gestão da própria empresa é fracasso na certa.

Marcelo Garcia 
Planejamento financeiro

O mês nem bem começou e seu dinheiro já acabou? A dica é anotar diariamente em uma agenda tudo que você gasta por menor que seja a despesa, essa atitude ajudará você a ter mais controle, disciplina e visão global de como seu dinheiro está sendo gasto.
Para que possamos conhecer nossa realidade econômica e financeira primeiro é preciso separar a situação econômica da financeira. A situação econômica tem a ver com o que sobra ou falta no seu orçamento, seus bens e Patrimônio Líquido. Em contrapartida a situação financeira está relacionada com o que você ganha e gasta, é composto pelo seu orçamento seja ele mensal ou anual. Se os ganhos forem maiores que os gastos sua situação financeira é boa, porém se os recursos não forem suficientes para cobrir os gastos, você estará em apuros.
Para ter a noção exata da situação é preciso fazer um levantamento de tudo que você possui em bens e direitos, ou seja, dinheiro no bolso, valores disponíveis em bancos, aplicações financeiras investimentos. Após fazer esse levantamento o ideal é atualizar os valores dos bensde acordo com o mercado atual. A partir daí é possível saber exatamente o que você possui, ou seja, seu Ativo.
Por outro lado é preciso também relacionar suas obrigações, tudo que você precisa pagar, tudo que você deve, como dívidas de empréstimos e financiamentos bancários, despesas pessoais entre outras, podemos dizer que seguimos o mesmo conceito contábil relacionando Ativo, Passivo e Patrimônio Liquido, assim somando seus bens e direitos, subtraindo suas obrigações chegamos ao valor do seu Patrimônio Líquido demonstrando sua real situação econômica.
Após ter ciência da real situação econômica, você precisará conhecer a situação financeira, é hora de montar o fluxo de caixa "bola de cristal" de forma simples e objetiva, basta anotar o valor da receita, tudo que receberá durante o mês e em contra partida relacionar  todas as suas despesas. Exemplo: se o seu caso for de um profissional assalariado que tem remuneração fixa mensal como é o caso da maioria dos brasileiros, soma o valor do seu salário líquido e diminuir todas as despesas que terá durante o mês, a diferença é o saldo que pode ser positivo quando sobra dinheiro ou negativo quando falta. No caso de sobra o ideal é guardar na poupança, apesar do baixo rendimento ainda é uma aplicação segura e de fácil liquidez, caso falte dinheiro é prudente repensar e refazer as despesas mensais e ver o que pode ser cortado, com certeza terá algo que pode cortar e que não fará falta, são os chamados gastos supérfluos, desnecessários, muitas vezes consumidos no calor da emoção e por impulso. "Como são numerosas as coisas sem as quais posso passar" Sócrates
Para ter uma situação financeira estável é necessário fazer uma reserva financeira pensando no futuro, quem sabe até pós aposentadoria e também para o caso de uma eventual dificuldade, por exemplo é o caso da perda inesperada do emprego ou problemas de saúde, afinal todos estamos sujeitos, parte da reserva servirá para cobrir os gastos adicionais do inicio do ano onde as despesas costumam ser mais altas já que temos compromissos com pagamento de impostos, matricula, material escolar, presentes, festas, viagem e muito mais.
Sabemos que é muito difícil poupar, nossa cultura não tem por hábito guardar dinheiro para o futuro, pois vivemos em um país extremamente consumista e imediatista influenciados pela mídia de massa. Infelizmente uma realidade.
Um método simplificado de forçar o orçamento e guardar dinheiro para eventuais despesas é separar em média 15% do ganho logo após o recebimento do salário, alias no dia do recebimento, como se fosse um compromisso, uma dívida onde o credor é você. 
Também é interessante elaborar uma planilha discriminando todas as suas despesas separadas por grupo de gasto, ajuda no orçamento familiar. Relacione as despesas com moradia, alimentação, saúde, transportes, educação, impostos, cuidados pessoais, lazer e vestuário, esse controle vai demonstrar de forma clara e objetiva para onde e quanto está sendo gasto em cada grupo, assim fica fácil saber onde estamos gastando mais, ou menos, assim podemos economizar cortando ou diminuindo despesas.
Uma dica para iniciar a planilha é montar um controle diário de todos os gastos, anotando em um papel de bolso ou agenda tudo que é gasto, inclusive as menores despesas como um cafezinho no boteco. A principio parece uma tarefa árdua, difícil mais com o tempo passa ser tão normal que você nem vai perceber, o primeiro mês é o mais complicado pois não estamos acostumados a controlar nossos gastos, policiar nossas despesas, no segundo mês começamos a acostumar com a ideia a partir do terceiro mês vira uma prática rotineira e até prazerosa.
Com os dados exatos em mãos e após fazermos a análise detalhadas de todos o gastos vem a surpresa, o valor com objetos supérfluos e principalmente em pequenas coisas desnecessárias são muito maiores que pensávamos.
Saber economizar é o primeiro passo para liberdade financeira, isso não quer dizer que não podemos gastar com o que nos faz bem, temos sim este direito e devemos, pois sem algumas extravagâncias podemos até perder a motivação do trabalho. Podemos gastar, porém com parcimônia.
A partir do momento em que você coloca suas finanças em dia, ou seja, começa a planejar os gastos de acordo com a sua receita, é possível poupar e gastar de maneira saudável.
Em determinados momentos, desde que com planejamento, podemos nos dar ao luxo de fazer algo que nos traga prazer, como almoçar em um bom restaurante, comprar um perfume de qualidade, proporcionar uma viagem de lazer com a família, trocar de carro, comprar um presente para alguém especial que amamos e muito mais, nada disso é errado ou pecado, apenas temos que ter cuidado, analisar o fluxo de caixa "bola de cristal", ao consultarmos nossa planilha de receitas e despesas ela nos dirá de forma clara se podemos ou não fazer tal extravagância ou então quando poderemos realiza-las.
A princípio poupar 15% da receita líquida parece impossível, mais a partir do momento que temos um controle de tudo que gastamos o grau de dificuldade diminui, se aliado a um planejamento orçamentário podemos então pensar tranquilamente em fazer o famoso “pé de meia” ou "encher o colchão" como falavam os antigos.

"Poupar para o futuro é a garantia de liberdade e uma situação estável hoje". 

Fonte: Marcelo Garcia

Caros leitores, se quiserem receber uma planilha de orçamento pessoal, entre em contato solicitando uma cópia que enviarei sem custo.
Uso consciente do cartão de crédito 

Boa parte do endividamento pessoal dos brasileiros se deve ao uso dessa modalidade, porém quando utilizado com sabedoria e planejamento o cartão passa a ser um aliado no orçamento familiar, desde de que, a fatura seja paga no vencimento. Com o cartão de crédito é possível concentrar boa parte das despesas mensais em uma única fatura e em um único vencimento facilitando a análise e controle dos gastos, porém quando utilizado sem critérios pode se tornar uma ferramenta perigosa, a grande armadilha é acreditar que o limite do cartão de crédito faz parte da renda mensal. Outro fator que tem levado muitas pessoas ao endividamento é efetuar o pagamento mínimo oferecido pelas operadoras, o saldo refinanciado é extremamente oneroso considerado o mais alto do mercado podendo passar de 470% ao ano, ou seja, sua dívida pode dobrar em pouco tempo e virar uma bola de neve impossível de pagar, levando o individuo a falência pessoal.
Para quem possui dívidas dessa modalidade de crédito é recomendável substituí-las por outras linhas menos onerosas, como por exemplo o empréstimo pessoal consignado, que tem uma taxa de juros muito mais acessível podendo ser inferior a 20% ao ano dependendo da instituição financeira, a partir daí vale a pena fazer um planejamento e elaborar o fluxo de caixa que funciona como se fosse uma “bola de cristal” através dela é possível fazer uma previsão do valor em dinheiro que estará disponível em determinada data. Com os números em mãos você poderá efetuar as compras com segurança sabendo que terá condições de honrar os compromissos assumidos em seus respectivos vencimentos fugindo da necessidade de efetuar pagamentos mínimos da fatura.
Para montar o seu fluxo de caixa "bola de cristal" de forma simples e objetiva basta anotar o valor da sua receita, ou seja, tudo que receberá durante o mês e em contra partida relacionar todas as suas despesas. Exemplo: se o seu caso for de um profissional empregado que tem remuneração fixa mensal como a maioria dos brasileiros, soma o valor do seu salário líquido diminuindo todas as despesas, a diferença é o saldo, que pode ser positivo quando sobra dinheiro ou negativo quando falta. No caso de sobra o ideal é guardar na poupança que apesar do baixo rendimento é uma aplicação segura e simples, se faltar dinheiro é prudente repensar as despesas  e ver o que pode ser cortado, com certeza terá algo que pode cortar e que não fará falta, são os chamados gastos supérfluos, desnecessários e muitas vezes utilizados no calor da emoção e por impulso. "Como são numerosas as coisas sem as quais posso passar" Sócrates
Ao negociar a troca de dívida do cartão por outra menos onerosa é preciso saber se você realmente poderá honrar os pagamentos antes de fechar o negocio, nesse caso o fluxo de caixa é a ferramenta ideal para ajudar e demonstrar até quanto você poderá assumir em dívidas e qual o dia ideal para vencimento da fatura, é preciso lembrar que as despesas vão continuar, por isso não é aconselhável comprometer um percentual muito alto em relação aos rendimentos. Em muitos casos a economia feita somente em juros pagos a menor quando negociamos uma dívida é possível quitar o saldo devedor do cartão.
O crédito quando utilizado de forma consciente e sustentável é um grande propulsor do desenvolvimento econômico e social, a economia brasileira mostra a importância das vendas a prazo para comércio de forma geral e para o país. Pesquisas recentes informam um crescimento significativo na utilização do cartão de crédito como forma de pagamento das compras a prazo, modalidade mais utilizada pelos brasileiros, citada por 83% dos consumidores, esse dado mostra a dimensão e importância do cartão.  
O cartão de crédito como conhecemos hoje existe no Brasil desde 1950, porém na década de 20 já existia este conceito nos E.U.A. que era utilizado por donos de postos de combustíveis, hotéis e outros tipos de estabelecimentos comerciais. O primeiro cartão de crédito foi o Diners Club Car, inicialmente aceito em 27 restaurantes e com 200 clientes a maioria executivos, dois anos mais tarde foi lançado o cartão internacional na época aceito em restaurantes e hotéis. Cinco anos após o surgimento o cartão já era aceito em mais de 50 países.
Fonte: Marcelo Garcia