"Excelência em gestão"

Empresa especializada em treinamentos corporativos, reestruturação organizacional de micros, pequenas e médias empresas nas áreas financeira, administrativa e de recursos humanos.


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Crise pode gerar oportunidades

A crise política, econômica e financeira que está assolando o país prejudica o desenvolvimento da nação e aumenta o desemprego, porém para alguns setores da economia esta situação pode ser transformar em grandes oportunidades de negocios, é o caso do segmento de consultoria empresarial uma vez que as organizações precisam se restruturar para enfrentar os problemas atuais e os que estão por vir.
Rever os controles financeiros e administrativos, inovar, reduzir os custos operacionais, reinventar a área comercial, criar novos produtos e repensar a relação com a comunidade, clientes, parceiros e colaboradores serão ações de extrema importância para quem quer sobreviver.
O custo para manter um gestor administrativo interno formalizado pode ser alto e a terceirização de algumas áreas ligadas a administração pode ser a saída para muitas empresas que estão reduzindo seus quadros de colaboradores sem perder a qualidade da gestão.
As empresas terão que se reinventarem se quiserem continuar no mercado e também terão que se preparar para o pós crise, ou seja, podem estar aí as novas oportunidades de negócios. Uma hora o Brasil vai voltar a crescer, afinal, essa não é a primeira e nem a última crise que passamos, o país já passou por outras e sempre voltou a crescer cada vez mais forte. Vai sobreviver quem estiver melhor preparado.

"Não há mal que sempre dure nem bem que nunca se acabe" 

Fonte: Marcelo Garcia 

O que tem levado muitas empresas ao fracasso?

Não é somente a crise que tem levado empresas a bancarrotas, mais sim a má gestão e falta de controle, claro que não podemos negar que uma crise financeira potencializa e muito os problemas internos já existentes, porém essa dificuldade acaba servindo de pretexto para muitos empresários que se aproveitam e pegam carona na situação.
A maioria dos fracassos empresariais ocorrem porque simplesmente a lição de casa não foi feita como deveria, a empresa não estava preparada para enfrentar as adversidades, faltou planejamento, inovação, desenvolvimento de novas parcerias, organização, cuidado com as finanças, atenção aos colaboradores e principalmente ações para evitar desvios de recursos financeiros da pessoa jurídica para a pessoa física a fim de bancar os luxos e as despesas pessoais dos sócios, inclusive de familiares, não que seja errado usufruir do resultado do trabalho, pelo contrário, é justo, mas há de se pensar muito antes de mexer no dinheiro, mesmo quando está apresentando resultados positivos. Retirar dinheiro do caixa da empresa sem planejamento pode sangra-la mortalmente, fazendo com que fique fadada ao fracasso.
É comum o principal gestor em tempos de abundância negligenciar a gestão ou se envolver de tal maneira com o operacional que acaba esquecendo que sua principal missão enquanto líder fundador e empreendedor é pensar estrategicamente no futuro e na perpetuação da sua organização e isso inclui estar preparado para enfrentar possíveis crises e ameaças externas.

Fonte: Marcelo Garcia 

terça-feira, 23 de maio de 2017

Gestão Estratégica de Compras 

O gerenciamento de compras para ser eficaz precisa do apoio e o comprometimento de todos os subsistemas da organização, sendo que um de seus objetivos é a redução de custos tornando a empresa mais rentável e competitiva frente aos concorrentes.
É de responsabilidade da área escolher os melhores fornecedores e para que todos tenham uma diretriz a seguir faz-se necessário elaborar uma política formal onde deverá constar todas as regras, normas e procedimentos adotados nas negociações.
A política deverá conter o passo a passo da negociação, principalmente no que tange a ética de não permitir que seus colaboradores recebam "propinas" muitas vezes disfarçadas em forma de presentes.
A imprensa vem destacando diariamente em seus noticiários as ações de corruptos e corruptores deixando claro que esta é uma prática habitual dentro das organizações, sejam elas grandes ou pequenas, públicas ou privadas. É possível que neste exato momento a sua empresa esteja sendo vítima da ação de fraudadores, por isso a importância de definir uma política e criar meios de acompanhar o cumprimento das normas.

"A corrupção é como o câncer: quanto maior a demora em estabelecer o diagnóstico e iniciar o tratamento, menores são as chances de cura". Alcione alves.

A alta adiministração em conjunto com a equipe de compras deverá definir como serão os processos e então delinear para que seja do conhecimento de todos. Em hipótese alguma essas regras deverão ser engessadas devendo ser revista periodicamente ou sempre que houver fatos relevantes que envolvam o segmento.  
Essa estratégia visa proteger o patrimônio da empresa e consequentemente garante negociações mais saudáveis, ações como: definir em que período as compras serão realizadas; quantidade mínima de cotações; regras de exclusão de fornecedores; envolver todas as áreas da empresa para programar com antecedência o planejamento de compras; manter atualizados os custos dos principais produtos; monitorar e trabalhar com estoque mínimo de segurança; definir alçadas de compras; definir os casos em que serão necessários a elaboração de contratos; manter o cadastro de fornecedores sempre atualizadas: definir quem serão os responsáveis por autorizar e assinar as ordens de compras; realizar auditorias periodicamente e manter sempre as informações em sistemas de fácil acesso.
Quando se trata de parcerias comerciais é preciso priorizar as empresas que possuem ilibada idoniedade, também é importante saber se o fornecedor homologado será capaz de hontar os compromissos assumidos garantindo produtos de qualidade, preços e prazos de entregas.
Além de atender os requisitos descritos o parceiro deverá ter um excelente Pós-Venda para criar soluções rápidas dos problemas e dúvidas que por ventura venham a surgir. De nada adianta fechar um excelente negócio que não é honrado.
Dominar as técnicas de negociações é fundamental, o negociador precisa conhecer muito bem a cultura da empresa, bem como os detalhes dos produtos cotados, neste momento a empresa tem papel relevante, oferecer treinamentos específicos, inclusive sobre ética.

"Chamamos de ética o conjunto de coisas que as pessoas fazem quando todos estão olhando. O conjunto de coisas que as pessoas fazem quando ninguém está olhando chamamos de caráter". Oscar Wilde

Independente do porte ou segmento a gestão de compras não pode ser negligenciada, pelo contrário, precisa ser profissionalizada com regras claras e muito bem definidas, os negociadores precisam estar sempre atualizados e preparados a fim de mitigar riscos com negócios mal conduzidos que geram enormes prejuízos levando a empresa ao fracasso.

"O segredo de um grande negócio consiste em saber algo que ninguém mais sabe" Aristóteles Onassis. 

Fonte: Marcelo Garcia 

quinta-feira, 6 de abril de 2017


Como esta tarefa aparentemente chata pode salvar o seu negocio 

São Paulo – O desejo de abrir um negócio próprio geralmente é acompanhado de muitos sonhos: ser seu próprio chefe, trabalhar quando quiser e fazer a empresa ser do seu jeito são alguns deles.

Porém, a vida de um empreendedor é menos deslumbrante do que se costuma pensar – e muitos acabam se afundando em prejuízo por pensar mais nos holofotes e nas paixões do que na viabilidade da sua ideia de negócio.

Se você está nessa situação, sabe que é preciso virar o jogo, e para ontem. Essa mudança de atitude passa por uma tarefa que parece ser sinônimo de atividade chata e feita só por empresas grandes: governança.

Apesar do susto inicial, o termo serve para qualquer negócio e se traduz em ações bem simples. “Governança corporativa é a forma como uma empresa se relaciona com os diferentes públicos dela, internos e externos: acionistas, consumidores, fornecedores, funcionários e até mesmo o meio ambiente”, explica Ana Novaes, economista e membro da CFA Society Brazil.

Isso é importante porque, ao manter um bom relacionamento dentro e fora do negócio, é possível tomar melhores decisões (e sobreviver).

“A governança é algo muito ligado ao processo decisório: é formalizar resoluções de acordo com o interesse dos sócios, melhorar os controles e estabelecer relações de hierarquia”, explica Rafael Mingone, sócio-diretor da RMG Capital, que desenvolve soluções de governança corporativa.

“Os empreendedores se focam muito nas atividades do dia a dia e se esquecem de pensar em longo prazo. É preciso perceber o cenário à sua volta, reinventar seu modelo de negócio e, assim, continuar fazendo parte desse cenário. Você pode, assim, buscar alternativas de capitalização em longo prazo no mercado de capitais: fusão e aquisição; reestruturação de dívidas; aproximação com fundos; e até um IPO.”

Essa necessidade de buscar novas alternativas de financiamento é cada vez mais importante, diante do longo período de crise econômica no país.

“Cada vez mais o mercado começará a exigir o trabalho de verificar os riscos corporativos e se antecipar a eles, inclusive na hora de fazer um investimento no seu negócio. Não dá mais para o empreendedor achar que governança é um custo acessório, e só se preocupar com isso quando a situação piora”, afirma Luciano Bordon, líder de consultoria de governança corporativa da Grant Thornton.

A necessidade de ter harmonia de decisões tomadas na empresa está bem clara: só assim seu negócio poderá sobreviver, seja em termos de financiamento ou de saúde na relação com todos envolvidos no empreendimento. Porém, como fazer isso na prática?

Especialistas ouvidos por EXAME.com elencarem algumas tarefas comuns que passam pelo processo de ter uma boa governança corporativa até na menor das empresas. Confira:


1 — Analise sua empresa com uma lupa – e peça ajuda, se necessário


Todos sabem que uma grande empresa se divide em diversas áreas: comercial, financeiro, jurídico e recursos humanos, para citar apenas alguns exemplos.

Em uma pequena empresa não é muito diferente – há as mesmas áreas, mas elas são menores e pedem menos funcionários. Mesmo com a diferença de escala, o cuidado deve ser o mesmo se você quer que seu negócio sobreviva por muitos anos mais.

Mas como saber onde melhorar? Se você não encontrar as respostas dentro de você ou da sua equipe, é possível contratar um consultor externo para fazer um diagnóstico completo da sua empresa: de relação entre os sócios até o cumprimento das obrigações tributárias.

Esse olhar com lupa deve ser feito tendo como base um grande questionamento: onde você quer estar no curto, médio e longo prazo? Só assim é possível montar um plano de negócios e, então, medir quão longe seus controles e processos estão do necessário para cumprir as metas e objetivos traçados. Por fim, vem um processo de mentoria.

“Com todo esse processo consultoria, é possível passar dos mentores externos, que trazer credibilidade ao seu negócio, para a inclusão de pessoas destacadas dentro da empresa, em uma etapa futura. Isso pode incluir até seu futuro sucessor”, explica Daniel Maranhão, líder de consultoria tributária da Grant Thornton.


2 — Crie conselhos e comitês, para decisões harmoniosas


Depois de uma boa análise dos prós e contras da sua empresa, é possível estruturar grupos para pensar em como cada parte do negócio pode se desenvolver mais (incluindo as partes que já vão bem). Eles ajudarão sua gestão, indicando as melhores práticas em cada segmento da empresa tanto para o dia a dia quanto para estratégias em longo prazo.

Novamente, talvez você ache interessante incluir pessoas de fora do negócio – especialmente se seu empreendimento não conta ainda com muitos funcionários. “Os conselhos ou comitês podem ser compostos por pessoas da própria organização, como gestores e funcionários, quanto especialistas externos pessoa física ou pessoa jurídica, caso o empreendedor tenha uma operação mais enxuta”, explica Bordon, líder de consultoria de governança corporativa da Grant Thornton.

Pode parecer algo óbvio a reunião entre membros para a tomada de decisões coletivas. Mas não é – especialmente se seu negócio for uma empresa familiar, como muitas pequenas empresas são.

“É fácil falar na teoria, mas na prática é mais difícil se sentar e discutir com os sócios, quando cada um tem seu interesse”, completa Maranhão, também da Grant Thornton. “O que é importante é quebrar a ideia de que o fundador tem que ser o melhor sempre. Ele deve ser uma pessoa mais aberta para a ajuda, porque isso é que dá perenidade ao negócio. Mais mentes pensando geram soluções mais bem fundamentadas.”


3 — Adeque seus contratos para essa nova realidade


Depois de arrumar a casa com uma boa consultoria, é hora de formalizar as mudanças.

Em termos mais jurídicos, isso significa rever o Acordo de Acionistas e discutir os papéis de cada sócio – o que pode pedir uma reestruturação societária. O Estatuto Social, espécie de documento de identidade da sua empresa, também pode sofrer alterações.

Mas, mais do que mudanças técnicas, a formalização das mudanças envolve também a adoção comportamental de novos hábitos. “É preciso criar a rotina das reuniões entre sócios, o conselho de família, o conselho consultivo e demais áreas. Em especial, devemos ter atenção com os controles, gestão financeira e contabilidade”, explica o consultor da RMG Capital.


4 — Já se acostumou? Chame uma auditoria e faça a prova de fogo


Depois que um tempo se passar e seu negócio tiver incorporado as práticas daquela primeira consultoria, é hora de passar por mais uma prova de fogo: uma auditoria, que analisará ainda mais a fundo seu empreendimento, incluindo suas demonstrações contábeis.

Por que sua empresa se submeteria a mais uma provação? Porque é mais uma chance de garantir a qualidade do seu negócio – o que pode ser útil em tempos mais difíceis, como os atuais. “Isso dá uma enorme segurança, e não apenas para os donos. É importante para bancos e, no fim, para qualquer investidor interessado na empresa”, explica Mingone, da RMG Capital.


5 — Revisite sua missão inicial e elabore um código de conduta


Após tudo isso, sua empresa já deve estar bem ciente de quais são suas metas e objetivos – e como ela planeja alcançá-los. Por isso, a última etapa é repassar tais ideais para os novos integrantes da equipe, por meio de um Código de Conduta.

“Vocês tratam seu fornecedor da mesma forma? E o atendimento ao consumidor, como é? Todo mundo consegue perceber o que é uma boa governança: por exemplo, quando o cliente pede ao ponto e o bife chega ao ponto; e, se não chegar, sempre haverá a troca imediata”, exemplifica Novaes, da CFA Society Brazil.

“A governança está em todos lugares; a complexidade da governança é que irá variar. Às vezes, as pessoas praticam governança e nem sabem. Se você tem uma empresa bem gerida, com todos satisfeitos e adotando as regras propostas, ela possui uma boa governança corporativa.”

Exame.com

terça-feira, 4 de abril de 2017

Lideranças Informais 

Em todas as organizações estão presentes os chamados "líderes informais", este tipo de liderança costuma ter forte influência sobre as ações das pessoas, em casos mais extremos chegam a ter mais poderes de influência que os próprios líderes formais o que para a empresa pode ser positivo ou negativo, dependendo do momento e em que lado se encontram.

Os gestores precisam ter instrumentos assertivos que identificam quem de fato são essas lideranças e em que nível elas estão, de posse dessas informações é mais fácil criar ações que neutralizam os movimentos desmotivadores como radio pião, fofocas, intrigas e conversas pararelas que distorcem a realidade dos fatos criando um clima interno ruim. Quando o clima organizacional vai mal as pessoas se sentem desmotivadas e acaba refletindo diretamente na produtividade, qualidade e consequentemente na rentabilidade dos negocios.

Mas como identificar os "lideres informais"? Existem instrumentos formais como a entrevista de desligamento e a pesquisa de clima organizacional, também é possivel identificá-los observando o comportamento das pessoas, quem são os aglutinadores, eles agem como se fossem luzes que atraem os insetos e vivem rodeados de pessoas, porém vale ressaltar que possuir um perfil desse tipo não os tornam vilões, pelo contrário, o problema é quando essa qualidade é utilizada de forma negativa e contra os interesses corporativos.

Marcelo Garcia

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Solução paliativa para as micros e pequenas empresas que estão na fase inicial e não possuem software integrado de gestão

Independente do porte ou segmento de atuação o gestor precisa manter os dados atualizados principalmente no que tange a área financeira, esses dados quando bem elaborados e transformados em informações precisas permitem análises rápidas e assertivas otimizando os resultados e consequentemente o crescimento da empresa. Para os micros e pequenos empreendimentos que ainda estão em fase inicial das atividades e não possuem recursos financeiros disponíveis suficientes para aquisição de um software de gestão é possível utilizar recursos paliativos como por exemplos as planilhas elaboradas em Excel.
Essa ferramenta oferece mecanismo de gestão que permite controlar praticamente toda a operação, é possível obter dados como: a produtividade de um colaborador; evolução das vendas; fluxo de caixa; controle das receitas, despesas, estoque e mais uma série de indicadores e planilhas que vão auxiliar o gestor na administração do negocio.

O ponto forte e principal diferencial é que por ser elaborado em planilhas no Excel, não há custos com mensalidades, manutenções e infra-estrutura de hardware evitando despesas onerosas que pode prejudicar o desempenho de um pequeno negocio.
 
Principais vantagens: fácil acesso as informações; possui gráficos que facilitam a leitura de relatórios; torna o negocio competitivo com dados mais precisos; melhora alocação de recursos financeiros; permite diversas possibilidades de customização; controles entre outros.
Principais desvantagens: demanda um tempo operacional maior e as informações entre áreas não são interligadas. 
Além de facilitar a gestão, os controles elaborados em Excel irão servir de base para um futuro processo de informatização quando a empresa começar a crescer, pois os principais softwares possuem ferramentas de importação desses dados.

"O Excel é uma ferramenta impressionante para quem precisa de planilhas customizadas com análises rápidas e dinâmicas".


Marcelo Garcia

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O Instinto de Vida nas Empresas Familiares

É freqüente encontrarmos na empresas familiares de segunda ou mais gerações uma estrutura organizacional equivalente à estrutura familiar. Uma empresa onde três filhos respondem como diretores por três áreas. Outra, onde cinco filhos dividem igualmente as responsabilidades através de cinco áreas. Dessa forma, encontramos as mais diferentes organizações, acompanhando, na maioria das vezes, a estrutura e dinâmica de cada família.

Por traz desse arranjo encontra-se outras situações mais complexas, que é o próprio processo sucessório. Nessas empresas onde a necessidade de equilíbrio entre os filhos e ou irmãos se mostra tão intensa, percebemos paralelamente um imobilismo, numa tentativa, algumas vezes inconsciente, de não enfrentar a necessidade de definição de comando.

A definição de comando nas empresas familiares retomam inúmeras situações de desenvolvimento de conflitos psicológicos que fazem parte da vida de todas as pessoas. São situações edípicas, com o filho “tomando” o lugar do pai: questões de inveja, rivalidade e poder entre irmãos, entre filhos e pais; sentimentos de se sentir o filho menos amado ou o peso de ser o filho “preferido”: envolve o lidar com as questões da velhice e com a morte, entre outras.

A sucessão é um processo intenso, emocional, doloroso; entretanto fundamental para aquelas empresas que aspiram a continuidade do negócio. Ao mesmo tempo que é um processo difícil e penoso é uma oportunidade para a empresa se fortalecer, retomar o crescimento e a profissionalização. A profissionalização que abordamos aqui, não é a substituição, necessariamente, de elementos da família por profissionais contratados, mas sim, a visão e a condução da empresa de forma profissional, priorizando a estrutura, a organização e a preparação das pessoas para a melhor condução do negócio.

Temos acompanhado empresas que ao se confrontar e trabalhar o processo sucessório saem fortalecidas, não só na questão empresarial, mas inclusive nas situações vinculares, tendo a oportunidade muitas vezes de resgatarem situações de conflito repetitivos, algumas vezes através de diferentes gerações.

Em uma das empresas que estamos acompanhando, o processo sucessório com a definição de comando, equivale a tirar a empresa da estagnação.  São quatro irmãos trabalhando em diferentes áreas, até então com muito cuidado para não “bulir” as fronteiras entre as áreas e assim desencadear a discussão sucessória. Esta empresa nos contratou com o objetivo explícito de auxiliarmos no processo de gestão. Implicitamente, pedir auxílio para retomar o crescimento, nos remeteria a questão sucessória. Nesta empresa, prevaleceram os aspectos de maturidade dos “profissionais familiares” com condições de tolerarem seus sentimentos de inveja e poder em prol da continuidade da empresa.

A condução madura do processo sucessório é mais ampla do que a definição do líder principal; abrange também a preparação de toda a equipe de gestão e, conseqüentemente de toda a empresa. Geralmente, inclusive no caso que citamos acima, a empresa que está enfrentando uma crise sucessória comumente passa por uma etapa de estagnação e imobilismo relativamente longa, o que envolve além de uma atualização, mudanças e retomada de crescimento.

Desta forma é que também podemos dizer que as empresas têm o impulso para a vida e o impulso de morte. A continuidade das empresas familiares equivale a elas se perpetuarem, independente do término do ciclo de gestão do líder em questão.

Artigo de: Emilia GischKow