"Excelência em gestão"

Empresa especializada em consultoria empresarial, treinamentos corporativos e reestruturação organizacional de micros, pequenas e médias empresas

sexta-feira, 23 de julho de 2021


A importância de uma comunicação assertiva nas empresas em momentos de crise

A empresa através de seus líderes tem papel fundamental em tempos de crises, principalmente em situações pandêmicas aonde envolve a necessidade de um realinhamento estruturado de processos no que tange a gestão financeira, econômica e social da organização, levando em consideração a fragilidade do mercado e sensibilidade das pessoas, sejam clientes, empregados, parceiros ou mesmo os acionistas. Todo esse ecossistema para fluir de forma sustentável depende de uma comunicação assertiva com propósito e objetivo focado na conscientização da responsabilidade que cada um possui em momentos como o que estamos vivenciando, algo novo e aterrorizante, talvez até mesmo os mais negacionistas no fundo percebem o grande risco que a humanidade está correndo. Em momentos difíceis é possível que de alguma forma o mundo se transforme em algo melhor, grandes revoluções surgiram após fortes crises sejam ambientais, sanitárias, sociais, políticas, ideológicas entre outras e o que ninguém pode negar é a importância da comunicação que pode tornar o momento pior ou melhor, principalmente no aspecto da saúde mental. A macro comunicação é fundamental para divulgar e conscientizar a população de modo geral, porém a micro comunicação através das empresas tem papel extremamente relevante em relação a segurança física e mental de seus colaboradores. A forma que o emissor expõe suas convicções em relação a pandemia pode influenciar diretamente o receptor seja de forma negativa ou positiva e essa comunicação pode fazer toda a diferença entre manter a produtividade e garantir a melhoria nos processos ou definitivamente levar o clima organizacional ao caos de maneira que o ambiente se torne insustentável deixando a empresa fadada ao fracasso. Que Deus ilumine com bom senso, discernimento e sabedoria a todos que de alguma forma são responsáveis pela comunicação, seja de forma micro ou macro.

Marcelo Garcia Saraiva Silva: Especialista em Gestão de Crédito

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A toxicidade da comunicação detratora

O conflito interpessoal sempre esteve presente nas relações humanas e de certa forma talvez faça parte da evolução. Dentro deste contexto podemos destacar um agente perigoso e influenciador, o Detrator, existem vários perfis detratores, porém neste artigo fica evidenciado um perfil mais nocivo e manipulador, que utiliza a detração de forma negativa, é aquele indivíduo que insensivelmente desqualifica, difama e desvaloriza a importância de algo ou alguém, possui clara aptidão para falar mal dos outros, cuja única intenção é simplesmente injuriosa ou maldosa, que espalha péssimas opiniões sobre uma outra pessoa não se importando o mal que está fazendo. Encontramos este perfil detrator em todas as esferas da vida, principalmente nas organizações corporativas e familiares, sempre com intenção tóxica, diferentemente de uma detração crítica e construtiva talvez a única intenção deste agente é destruir impiedosamente a reputação de alguém e o que ele mais precisa é de um espirito fraco por perto ao qual ele possa compartilhar e influenciar com seus julgamentos, muitas vezes infundados, aumentando seu ego destruidor, talvez até usando essa outra pessoa para realizar o que ele covardemente não teria coragem. É incrível quando observamos os principais assuntos nas rodas de conversas, seja na mesa de um bar ou mesmo no âmbito familiar, dificilmente o detrator não está presente nesses ambientes, fica perceptível, sempre falando mal de alguém e tentando convencer que suas convicções são realidade, que só existe uma verdade, o seu modelo de mundo e é neste exato momento que o bom senso de quem recebe a informação precisa entrar em ação. No meio corporativo o detrator pode ser facilmente identificado, ele está sempre minando uma ação ou mesmo um colega de trabalho, como em todos os lugares aqui também ele procura por aqueles que são facilmente influenciáveis ou que pensam igual, é possível que suas vítimas inocentemente não tenham a menor ideia do porque estão sendo difamadas e sofrem chegando a apresentar doenças psicossomáticas físicas e mentais, muitas vezes sem ao menos ter a possibilidade de defesa, talvez essa mesma vítima tenha em algum momento da vida ou da carreira ajudado o seu detrator e como recompensa recebe um dos piores sentimentos que o ser humano pode ter, a ingratidão. Ser vítima de um detrator que também pode ocorrer através do bullying ou mesmo do assédio moral é extremamente nocivo à saúde, esse tipo de hostilidade que se espalha como um vírus pode ser responsável pelo fracasso pessoal e profissional de muitas pessoas que poderiam ter sucesso na vida e na carreira, em alguns casos podem levar a vítima ao extremo, tamanha a dor e sofrimento. A intenção não é evidenciar a vitimização e sim trazer clareza sobre um tipo velado de agressão. A empresa, através de seus líderes precisam estar atentas identificando e intervindo aos primeiros sinais, levando em consideração que ela pode ser a própria vítima, pois este detrator pode levar o clima organizacional ao caos, gerando irreparáveis prejuízos financeiros, morais e de imagem. Cuidar do clima interno a fim de manter a saúde física e mental dos colaboradores deve ser uma meta organizacional jamais negligenciada, é preciso criar campanhas educacionais corporativas de conscientização e elaborar indicadores que demonstram o nível de bem estar do seu quadro funcional. As organizações que possuem pessoas felizes são mais duradouras, produtivas e rentáveis. Fica um desafio a todos que de alguma forma se identificaram com o texto, seja como líder, detrator, vítima ou ouvinte, percebam se a comunicação detratora é construtiva ou destrutiva, pois neste exato momento uma pessoa muito próxima e querida ou até mesmo um familiar pode estar sendo a vítima. 

Marcelo Garcia: Especialista de em Gestão de Crédito

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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018



O Valor dos Talentos Internos  
A mudança do perfil profissional que vem ocorrendo nos últimos anos e a transformação das relações trabalhistas tem feito com que o tempo de permanência na mesma organização fique cada vez menor, uma tendência, principalmente para as novas gerações que estão chegando ao mundo corporativo, porém quando há oportunidades de crescimento e realização pessoal, aliada a uma política de valorização constante é possível que este profissional permaneça  por muito mais tempo sem sentir a necessidade de mudança.  

As maioria das pessoas estão em busca de locais seguros e adequados para transmitir seus valores e consequentemente construir uma carreira de sucesso, quando encontram, sentem que fazem parte da história, com o tempo esses profissionais adquirem conhecimentos,  habilidades e os transmitem para as novas gerações, um ciclo que se renova constantemente, porém sem deixar que a organização perca a sua essência, cultura e história. O passado é a base para a construção do futuro.  

Um grande desafio para as organizações, independentemente do porte ou segmento de atuação é conseguir atrair e reter os grandes talentos, colaboradores que possuem comprometimento, alto potencial de desenvolvimento e rendimento, devem ser preservados pois eles provavelmente serão os líderes do futuro, a exemplo do Bradesco que recentemente escolheu Octavio de Lazari Junior, então vice-presidente da Bradesco Seguros, para substituir Luiz Carlos Trabuco Cappi no comando da instituição, Lazari iniciou sua carreira no Bradesco aos 15 anos de idade como office boy e hoje irá comandar o segundo maior banco privado do país.

Valorizar os talentos internos “Pratas da Casa”, formar o executivo do futuro continua sendo uma alternativa viável para as organizações que acreditam e investem no desenvolvimento do seu time, pessoas que começam de baixo geralmente conhecem toda a estrutura organizacional e podem dar continuidade a um legado rumo a perenidade dos negócios. Manter um projeto interno de sucessão e formação de líderes requer disciplina e principalmente o envolvimento de todos, líderes e liderados, principalmente da área de recursos humanos que deve atuar estrategicamente na elaboração de ações capaz de desenvolver pessoal e profissionalmente as pessoas, sem deixar de lado a capacidade de buscar no mercado novos talentos quando não for possível o aproveitamento interno.

Marcelo Garcia
Especialista em Gestão de Crédito  

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018


Entrevista de Desligamento
Apesar de pouco utilizada pelas empresas a entrevista de desligamento é uma ferramenta extremamente importante para a gestão, através dela é possível obter informações relevantes do ponto de vista estratégico, independentemente do que motivou saída. O momento da demissão pode ser  ideal para identificar fatos que muitas vezes os próprios gestores desconhecem e que podem causar sérios prejuizos financeiros e até institucional, tais como: clima organizacional, relação entre lideres e liderados, fraudes, influências negativas das lideranças informais, relacionamentos entre pares, assédio moral e até sexual. 

A entrevista para ser eficiente e trazer resultados positivos deve ser elaborada e aplicada pela área de Recursos Humanos em 360º, lider e liderado garantindo anonimato ao respondente que está sendo desligado, isso faz com que a pessoa se sinta a vontade e mais segura em relatar os fatos. O objetivo é compreender as reais situações que tem levado aos desligamentos e com base em um estudo detalhado criar ações de melhorias junto com os gestores a fim de diminuir o índice de rotatividade e mitigar riscos.

É preciso tomar muito cuidado ao analisar o resultado deste processo, levando em consideração que no momento da saida pode ser traumático para ambas as partes, inclusive para a equipe que direta ou indiretamente é afetada, no calor da emoção as pessoas tendem a distorcer a realidade  expondo de acordo com a seus valores e cultura, em muitos casos chegam a criar situações irreais que se mal interpretadas podem prejudicar inocentes. O objetivo da entrevista não pode ter carater punitivo e sim informativo.

"Ao lidar com pessoas, lembre-se que você não está lidando com seres lógicos e sim com seres emocionais" Dale Carnegie.

Marcelo Garcia
Especialista em gestão de crédito

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Holocausto brasileiro, extermínio silencioso 
“A vaidade é um princípio de corrupção. ” – Machado de Assis
A operação Lava Jato deflagrada pela Polícia Federal que investiga o maior esquema de corrupção já visto no Brasil, um dos maiores do mundo já passa de três anos e segundo os investigadores ainda está longe de acabar uma vez que a cada momento surgem novos fatos envolvendo mais pessoas. Pelo que tudo indica a investigação está alcançando o núcleo de comando dos desvios nas estatais.
A corrupção é como ferrugem que corroem uma nação, causando um impacto social devastador, sobretudo aos mais pobres exterminando impiedosamente milhões de pessoas incluindo crianças, homens e mulheres de todas as idades, credos e raças, sem distinção um verdadeiro Holocausto brasileiro se considerarmos o número de pessoas que morrem no Brasil por falta de investimentos públicos em saneamento básico, leitos hospitalares, médicos, medicamentos, rodovias, educação entre outros como a violência causada pela ineficiência de políticas públicas de segurança. A OMS divulgou em 2014 um dado alarmante, cerca de 233 mil pessoas morrem todos anos no Brasil por fatores de risco ambiental como poluição, água não tratada e grandes estruturas urbanas.
Ficamos horrorizados com o regime Nazista que exterminou em torno de 6.000.000 de pessoas em 12 anos. Abominamos as ações terroristas que desde de 2000 já mataram mais de 140.000 pessoas em todo mundo, segundo o Institute For Economicand Peace (IEP) e aí fica uma triste reflexão. Quantos brasileiros são exterminados vítimas da corrupção e da má gestão do dinheiro público?
Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI) O Brasil é um dos exemplos do que a corrupção pode fazer com um país e aponta que o problema pode causar desequilíbrios econômicos, com impactos na estabilidade financeira, nos investimentos, na melhoria dos recursos humanos e na produtividade dos países. Estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) projeta que até 2,3% do nosso Produto Interno Bruto (PIB) são perdidos a cada ano com práticas corruptas, ou seja, cerca de R$ 100 bilhões.
Verdadeiramente não podemos acreditar que a corrupção vai acabar de vez, pois ela está arraigada na cultura brasileira desde de a época do Brasil colônia, porém a tendência é diminuir, as leis estão sendo cumpridas de forma mais rígidas intimidando corruptos e corruptores, a prisão com condenação em 2ª instância está deixando apavorados os corruptos que até pouco tempo rolavam seus processos por anos, muitas vezes prescritos, uma imensa sensação de impunidade, verdadeira ilha da fantasia. Outro detalhe que vem chamando atenção é o trabalho investigativo da imprensa, cada vez mais atuante em relação aos crimes cometidos por políticos, funcionários públicos e grandes empresários. A sociedade está vigiando de perto as ações dos governantes, é provável que com menos corrupção e melhor gestão do dinheiro público sobre mais recursos para investimentos.  
“A prosperidade de alguns homens públicos do Brasil é uma prova evidente de que eles vêm lutando pelo progresso do nosso subdesenvolvimento” Sérgio Porto
Apesar desta catástrofe política que estamos vivenciando o povo brasileiro tem orgulho do seu país, é otimista, eficiente e sempre faz a sua parte, contribuí para o crescimento produzindo, empreendendo, pagando impostos, um dos mais altos do mundo chegando a consumir 1/3 de toda a renda anual do trabalhador. Trabalhamos em média quatro meses somente para pagar impostos que passa de 60 tipos diferentes, além de ser cobrado de forma totalmente desproporcional entre as camadas sociais.
Quando analisarmos a força que temos, o que somos e o que representamos em termos mundiais ainda podemos ter esperança de vencer a crise e sair mais fortalecido. O Brasil conta com um contingente de mais de 80 milhões de pessoas economicamente ativas e produzindo, possui uma reserva financeira de segurança superior a R$ 1,2 trilhão, para se ter uma ideia da importância deste valor o Brasil está entre as sete maiores nações que mais possuem reservas financeiras, também está entre as 10 maiores economias com um PIB de R$ 6.2 trilhões, em termos populacionais é maior que a França, Inglaterra e Itália se somados juntos, é o 5º maior país em extensão territorial, a ONU aponta o Brasil como o principal exportador de alimentos na próxima década, é o 2º maior produtor mundial de soja, atrás apenas do EUA, é o terceiro maior produtor de produtos agropecuários, também é responsável por 17% da produção total da carne bovina de todo o planeta e ainda possui a maior floresta tropical. "Deus é brasileiro".
Como podemos perceber o Brasil não é formado apenas por carnaval e corrupção vai muito além, uma potência mundial a ser estimada e respeitada, o que falta são governantes humanizados, éticos, com boa capacidade de gestão e articulação política.
No momento corremos o risco de elegermos candidatos populistas sem a menor competência, o eleitor está fragilizado podendo ser facilmente influenciado por pessoas com este perfil, se isso vier a acontecer e alguém perguntar sobre a situação do país provavelmente a única resposta será “Está tudo como dantes no quartel d’Abrantes”. 
Marcelo Garcia
Especialista em Gestão de Crédito 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Lideranças Informais                                                                
É comumdentro das organizações existirem os chamados "líderes informais", lideranças que costumam ter forte influência sobre as ações das pessoas, em casos mais extremos chegam a ter mais poderes de persuasão que os próprios líderes formais, situação que pode ser positiva ou negativa, dependendo do momento e em que lado atuam.

Os gestores precisam ter instrumentos assertivos que identificam quem de fato são essas lideranças e em que lado elas estão, de posse dessas informações é mais fácil criar ações que neutralizam os movimentos desmotivadores comradio pião, fofocas, intrigas e conversas pararelas que distorcem a realidade dos fatos criando um clima interno pesado e ruim. Quando o clima organizacional vai mal as pessoas se sentem desmotivadas e acaba refletindo diretamente na produtividade, qualidade e consequentemente na rentabilidade do negocio levando a empresa a perder competitividade no Mercado.

Mas como identificar essas lideranças? A Pesquisa de Clima Organizacional e a Entrevista de Desligamento são instrumentos que juntos podem facilitar esta identificação. Também é possível identificá-las observando o comportamento das pessoas, por exemplo. Quem são os aglutinadores? Normalmente eles agem como se fossem luzes que atraem os  insetos e vivem rodeados de pessoas  mantendo uma certa influência sobre elas. Vale ressaltar que possuir este perfil não os tornam vilões, pelo contrário, o problema é quando essa qualidade é utilizada de forma negativa e vai contra os interesses corporativos.

Marcelo Garcia
Especialista em Gestão de Crédito


Indicadores de Rotatividade e Absenteísmo
Rotatividade e Absenteísmo são alguns dos indicadores da gestão empresarial e juntos servem como instrumentos para medir a eficiência administrativa, quanto menor melhor. Quando altos podem indicar sérios problemas nas relações internas refletindo diretamente na produtividade e consequentemente nos resultados financeiros fazendo com que a empresa reduza sua competitividade no mercado. 

Rotatividade ou Turnover como é mais conhecido na linguagem de recursos humanos serve para medir a relação entre as demissões e admissões expressa em termos percentuais.

A alta rotatividade eleva o custo operacional, gera desconfiança no mercado e desmotiva a equipe interna. Também pode ser um indicador da saúde organizacional, algo pode não estar bem e é preciso que seja analisado minuciosamente, algumas situações adversas podem estar gerando descontentamentos. 

As principais causas que alteram esses indicadores estão ligadas  as condições de trabalho como: remuneração, políticas internas, distância residencial do emprego, rigor excessivo de líderes, ausência de plano de carreira, falta de reconhecimento profissional, assédio moral entre outros. Também existem as questões pessoais como endividamento familiar e problemas de saúde.

“Trate sempre os seus funcionários exatamente como quer que eles tratem os seus melhores clientes” Stephen Covey

O Absenteísmo significa "estar fora ou ausente", consiste no ato de abster-se de alguma atividade ou função. Quando este índice está alto também aumenta os custos operacionais, afeta a eficiência e o atingimento dos objetivos causando sérios prejuízos.

As principais causas do absenteísmo podem ser as mesmas da alta rotatividade e devem ser estudadas com muita cautela.

Para controlar esses indicadores é preciso analisar o que está acontecendo, o porquê de os colaboradores estarem chegando atrasados, pedindo demissão, faltando ou saindo constantemente em horário de expediente. Após tomar ciência dos fatos é preciso agir rapidamente no núcleo do problema criando ações de melhorias contínuas.

A alocação de profissionais em atividades que não condiz com seu perfil também influencia diretamente esses números, criar políticas de contratação bem como conduzir com excelência o processo seletivo são fatores que ajudam a manter em baixa esses indicadores.  

Uma recente pesquisa realizada pela Boston Consulting Group revelou os aspectos que garantem a felicidade dos brasileiros em seus ambientes de trabalho, surpreendentemente reconhecimento profissional, desenvolvimento de carreira e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho estão entre as primeiras colocadas seguindo esta mesma ordem. Remuneração não aparece nem entre os 10 primeiros itens relacionados à felicidade. A pesquisa abordou profissionais de todos os níveis da pirâmide. Ao todo foram entrevistadas 203 mil pessoas em 289 países, sendo que 11 mil eram brasileiros.

O resultado desta pesquisa revela um dado interessante, dinheiro não é fator de motivação e felicidade para os brasileiros. Esta é uma informação valiosíssima para o planejamento estratégico corporativo, entender o que de fato motiva as pessoas e a partir daí criar ações de melhorias no ambiente de trabalho.

Quando as pessoas se sentem valorizadas e que estão nos lugares certos são mais felizes e produtivas, consequentemente mais rentáveis. Esta deveria ser uma preocupação constante dos líderes.


As consequências de um alto índice de rotatividade e absenteísmo podem ser desastrosas para  qualquer organização uma vez que aumenta o custo, reduz receita, diminui a produtividade e a qualidade dos produtos deixando a empresa fadada ao fracasso. . 

Marcelo Garcia
Especialista em Gestão de Crédito


segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Pesquisa de Clima Organizacional
Clima organizacional é o nome dado a um conjunto extenso de atitudes e valores existentes em uma organização que afetam diretamente a maneira como as pessoas se relacionam umas com as outras, até mesmo em relação a própria instituição. Um clima ruim aumenta a rotatividade e o absenteísmo prejudicando a competitividade. 

"O clima está entre os principais pilares para o crescimento de uma organização, por uma razão evidente, um bom clima cria colaboradores engajados por se sentirem valorizados, propícia inovação que acaba gerando valor ao negócio e vantagens competitivas".

Por meio de questionário é possível obter importantes informações sobre a percepção que o colaborador tem em relação aos diversos fatores que afetam os níveis de motivação e desempenho dos mesmos, a pesquisa enquanto meio de comunicação, possibilita ainda a utilização do conhecimento tácito das pessoas para a resolução dos problemas com os quais as mesmas lidam diariamente. Além disso possibilita que a organização avalie o momento atual e planeje ações futuras em um processo de melhorias contínua para sair do ponto A, onde está e atingir o ponto B, aonde quer chegar e assim poder atingir seus objetivos.

A pesquisa revela ainda a forma que os colaboradores pensam em relação a seus líderes e como esses agem em relação aos seus liderados revelando informações sobre a forma de gestão. Há casos onde a maneira em que um gestor lidera é totalmente ao contrário do determinado pelos valores internos, este tipo de atitude causa insatisfação e tem efeito negativo na produtividade aumentando os custos operacionais e consequentemente a perda de competitividade no mercado.

Quando o clima organizacional não vai bem as pessoas começam a se manifestar das mais variadas formas, com medo de retaliação muitas agem anonimamente manifestando seus descontentamento através de atestados médicos, pichações em portas de banheiros com críticas  à gestão, baixa produtividade, ausência de sugestões, desperdício de materiais, conflitos interpessoais, entre outros. Se a sua empresa está passando por esta fase é preciso agir rapidamente no núcleo do problema. A Pesquisa de Clima Organizacional é como um Raio X corporativo, através da tabulação dos resultados é possível planejar as ações necessárias para reverter o quadro negativo a fim de evitar que a empresa  fique fadada ao fracasso

O ideal é que o questionário não seja extenso ao ponto de causar estresse ao respondente, deve constar entre 50 a 60 questões, possuir linguagem inteligível e que compreende as principais áreas da empresa. Para facilitar a aplicação é recomendável fazer uma pesquisa por amostragem com um pequeno grupo misto de colaboradores a fim de identificar possíveis falhas e corrigi-las a tempo.

A pesquisa para ser eficiente e segura precisa espelhar a realidade dos fatos, por isso deve haver alguns cuidados como: planejamento, informação e garantia de anonimato, quanto mais sinceras forem as respostas melhor será o resultado. Este é o momento de tornar conhecido fatos relevantes que dificilmente chegariam aos conhecimentos da alta administração. É importante levar em consideração que o objetivo da pesquisa é conhecer a realidade organizacional de um prisma geral e não pode ter caráter punitivo, mas sim informativo.

Além de todos os benefícios que a Pesquisa de Clima Organizacional pode proporcionar, quando bem elaborada se torna uma excelente ferramenta de gestão e comunicação, até mesmo para o levantamento dos dados estatísticos. 

Quando as pessoas se sentem valorizadas e que estão nos lugares certos são mais felizes e produtivas, consequentemente mais rentáveis, esta deveria ser uma preocupação constante dos líderes.

"Se não mudarmos de direção, provavelmente terminaremos onde começamos." Pensamento Chinês

Marcelo Garcia

Especialista em Gestão de Crédito 

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Avaliação de Desenvolvimento
A Avaliação de Desenvolvimento representa uma Importante ferramenta na gestão do capital intelectual humano, tem como objetivo analisar o desenvolvimento profissional individual ou de um grupo estabelecendo comparativos entre o desempenho esperado e o realizado, até mesmo definir junto com o avaliado quais as ações necessária para sair do ponto A, onde está para atingir o ponto B, aonde quer chegar. Para ser eficiente a avaliação deverá ser aplicada periodicamente em 360º.

O objetivo da avaliação não pode ser de caráter punitivo, mas sim informativo visando fornecer dados que auxiliam o profissional no seu desenvolvimento, a ideia é que todos venham a entender melhor suas responsabilidades. Quando bem aplicada esta ferramenta serve como ponte auxiliando as pessoas a atingirem seus objetivos e expectativas gerando valor para si e para a organização.

“Quando você avalia o desempenho profissional, procure as causas. Reconheça e recompense aqueles que dão resultados. Ache as causas de por que o desempenho é bom e porque o desempenho não é bom. Ram Charan

Além dos benefícios já descritos, a avaliação fornece para área de recursos humanos uma série de informações relevantes para tomada das decisões estratégicas como: planejamento de carreira, necessidades de treinamentos e contratações. A partir da apuração do resultado líderes e liderados podem juntos ajustarem o que não está em conformidade e a partir daí traçarem metas para melhorar a produtividade facilitando o cumprimento dos objetivos organizacionais.  

É comum as empresas deixarem para fazer suas avaliações anualmente, o que não está totalmente errado, porém os gestores devem ser incentivados pela alta direção a ouvirem e darem feedback sempre que a situação exigir, desta forma todos conseguem sanar mais rapidamente as dificuldades do cotidiano.  

O profissional avaliado espera que no momento da avaliação terá um feedback sincero e objetivo sobre a sua forma de atuação e com isto buscar melhorias contínuas visando seu crescimento pessoal e profissional.

Existem muitas polêmicas em relação a eficácia das Avaliações de Desenvolvimento, há diversos movimentos contrários e a favor da aplicação desta ferramenta, na prática, depende do grau de maturidade das pessoas envolvidas no processo, seja,  lideres, liderados ou até mesmo a alta direção, o que poucos contestam é que as pessoas de um modo geral precisam e até gostam de receberem feedback. Ser  ouvido faz com que o colaborador se sinta importante e valorizado dentro do sistema organizacional.  

Por ser um instrumento formal todas as avaliações devem ser registradas para que os gestores possam acompanhar o desenvolvimento esperado de seus liderados.  

"Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre".
Paulo Freire

Marcelo Garcia
Especialista em Gestão de Crédito 

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Instrumento administrativo que define a estrutura organizacional bem como as responsabilidades inerentes a cada cargo, independente do porte ou segmento todas as empresas precisam de uma  estrutura formal que seja equitativa, justa e transparente deixando claro as regras e diretrizes corporativas.   

As principais ações que norteiam uma estrutura de cargos e salários são: análise e descrição das responsabilidades, estudo do grau de dificuldade e tempo gasto em cada tarefa executada, definição dos conhecimentos cognitivos necessários e pesquisas salariais.

Muitos gestores desconhecem ou não possuem um estudo sobre o tempo e Modus operandi das atividades diárias, quando esta informação não é clara o custo operacional tende a ser bem maior que o ideal, reduzindo a rentabilidade e a competitividade no mercado. É recomendável elaborar um trabalho minucioso envolvendo todos os subsistemas sobre o tempo e forma de execução de cada tarefa. A indicação é que seja feito um acompanhamento diário visando o conhecimento da dimensão real do grau de dificuldade, tempo e aproveitamento de cada profissional. Segundo estudo feito pela Salary.com um trabalhador chega a gastar em média 2 horas em uma jornada de 8 horas de trabalho com atividades paralelas que não possuem relação com suas atribuições diárias.  
Concluído o estudo e com as informações detalhadas em mãos o próximo passo para ter uma estrutura corporativa produtiva e eficiente é analisar o perfil de cada profissional a fim de saber se ele  possui ou não condições ideias de executar as tarefas e responsabilidades inerentes ao cargo. Se for preciso faça correções por meio de um job rotation ou até mesmo através de demissões, o importante é tomar as providências o mais rápido possível após a conclusão do estudo e conhecimento dos fatos.
As empresas que não possuem uma estrutura formal tendem a fazer contratações de forma subjetiva e até intuitiva, além de favorecer os apadrinhamentos,  a falta de informações acaba levando muitos gestores a cometerem erros gravíssimos nas contratações aumentando o custo operacional com o processo seletivo, treinamentos, demissões, absenteísmo e alta rotatividade.
A crise econômica tem levado muitos empresários a apertarem os cintos reduzindo seus custos e errar nas contratações pode ser um tiro fatal deixando a empresa fadada ao fracasso.

Marcelo Garcia


Especialista em Gestão de Crédito 

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017


Programa de benefícios e incentivos 
Identificar as reais necessidades dos colaboradores é uma das principais tarefas do RH antes de implantar um programa de benefícios e incentivos devendo fazer parte do planejamento estratégico, levando em consideração que os benefícios oferecidos podem atingir diretamente o comprometimento e a satisfação das pessoas refletindo nos resultados financeiros.

Existem várias formas de conceder benefícios, alguns são obrigatórios por lei como Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, Vale Transporte, Férias acrescidas de 1/3 e 13º salário, outros são concedidos através de convenções trabalhistas ou por livre decisão corporativa como: auxilio creche, auxilio farmácia, bolsa estudo, plano de saúde, carro, celular, cesta básica, cartão alimentação, cartão refeição, horários flexíveis, transporte fretados, parcerias com empresas locais, previdência privada, seguro de vida, plano odontológico e trabalho home office. 

Outros formatos legais podem e devem ser utilizados quando o assunto é motivação, são os programas especiais de recompensas e incentivos, "ganhar algo importante por realizar uma tarefa", reconhecimento profissional, viagens, prêmios, stock options, estadias com a família em resorts e muito mais. Também existe as bonificações que são pagamentos realizados por liberalidade do empregador como meio de agradecer ou reconhecer os serviços prestados pelo colaborador, exemplo: se ultrapassar a meta ganha bônus, quem compartilhar novas ideias e se essas forem implementadas recebe um valor adicional ao salário.

Para satisfazer as reais necessidades das pessoas é preciso saber o que realmente as motivam, a pirâmide de Maslow descreve uma hierarquia de importância e pode ser útil no planejamento da área de Recursos Humanos, ela demonstra de forma clara as principais necessidades dos indivíduos e a cada conquista como buscam subir para o próximo degrau, até que seja atingido seus objetivos pessoais e profissionais. Outra ferramenta estratégica é a Pesquisa de Clima Organizacional, quando bem elaborada e aplicada de forma anônima ajuda a demonstrar as principais necessidades, através dela é possível saber como pensam e agem os colaboradores, além de trazer mais uma série de informações uteis para tomada de decisões.

Vale salientar que antes de conceder qualquer tipo de benefício corporativo é fundamental analisar as questões legais a fim de mitigar riscos de passivo trabalhista, esta análise deve ser realizada em parceria com uma assessoria jurídica. 

Apesar da importância financeira na vida de qualquer profissional devemos lembrar que não são só os benefícios e incentivos que mantém as pessoas comprometidas e motivadas, existem outros fatores relevantes que ajudam manter a motivação e um bom clima organizacional como: respeito, oportunidade de desenvolvimento interno, ambiente agradável física e psicologicamente; boa iluminação; móveis com boa ergonomia; temperatura agradável; maquinas e equipamentos com tecnologias que suprem as necessidades profissionais; psicogeografia; organização; limpeza; higiene; equidade e transparência nas normas e procedimentos. De nada adianta oferecer um ótimo pacote de benefícios e incentivos se a empresa não valoriza o ser humano na sua essência.

Um ambiente saudável não pode deixar de lado a questão dos profissionais tóxicos, portanto livrem-se deles o mais rápido possível ou em breve irão contaminar toda a equipe, pois eles possuem uma incrível capacidade de influenciar negativamente as pessoas disseminando um clima pesado e ruim, esses “profissionais tóxicos” estão em todos os níveis hierárquicos e quanto mais alto o nível mais desastrosas são suas ações para a organização, muitas vezes não compactuadas com os valores corporativos.

É comum ver nas organizações excelentes profissionais sendo contratados pelos seus conhecimentos técnicos e demitidos por seus comportamentos. 

"As companhias mais admiradas e mais rentáveis compartilham de um denominador comum: pessoas felizes.” Richard Whiteley.


Marcelo Garcia

Especialista em Gestão de Crédito

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Processo seletivo de profissionais  
O processo seletivo pode ser realizado em diversos formatos podendo ser interno, externo, misto, com anúncios abertos, fechados e ainda através de videoconferências, não existe um padrão ideal, todos possuem vantagens e desvantagens, depende  da cultura organizacional, perfil da vaga disponibilizada e o grau de maturidade empresarial.

Para que o processo seja conduzido de forma assertiva é preciso ter a descrição formal de todos os cargos bem como suas remunerações, também é importante elaborar um conjunto de normas e procedimentos internos que visa estabelecer uma estrutura justa e eficiente. A partir daí é possível selecionar os perfis ideais para cada atividade.

Quando há políticas internas de recrutamento e seleção as indicações por interesses e apadrinhamentos tendem a diminuir, assim a empresa reduz custos e fica com a gestão profissionalizada, essas normas devem ser estendidas a todos, inclusive aos diretores e sócios.

O recrutamento é composto por um conjunto de técnicas e procedimentos que visam atrair os candidatos potencialmente qualificados e capazes de ocupar os cargos disponíveis em uma organização. A seleção é a escolha dos candidatos previamente recrutados que melhor atendem as necessidades dos cargos. 

Recrutamento interno é ideal quando a organização visa incentivar a permanência dos colaboradores, motivando e fortalecendo os relacionamentos, neste caso a reposição da vaga pode ser mais ágil, a socialização e integração é mais rápida pois a pessoa já está ambientada com os costumes da empresa. A desvantagem é o impedimento da entrada de novos profissionais que reciclam ideias e culturas.

Recrutamento externo ao contrário do interno possibilita a empresa introduzir novas ideias, renovar a cultura, trazer pessoas com conhecimentos e experiências diferentes o que ajuda o desenvolvimento organizacional. Como desvantagens pode gerar um clima de insegurança e desmotivação entre as pessoas. 

O recrutamento misto pode ser um processo adequado pois cria a possibilidade de crescimento profissional motivando as pessoas a permanecerem na organização por um período maior, elas sabem que serão valorizadas, também promove a oportunidade da integração de pessoas vindas de fora com novas ideias, experiências e culturas. Este tipo de mesclagem é fundamental para o desenvolvimento organizacional.

Anuncio aberto é utilizado quando a empresa que disponibiliza a vaga divulga o nome e outras informações adicionais como benefícios e até a remuneração, já no anuncio fechado não há identificação da empresa, normalmente este formato é mais utilizado quando a contratação exige sigilo absoluto por exemplo: quando a vaga já está ocupada por um profissional que ainda não sabe que será dispensado ou mesmo quando a empresa está passando por um processo de reestruturação e não quer divulgação pública.

O recurso de videoconferência é muito utilizado quando o candidato selecionado reside em outras localidades e até mesmo em países diferentes, mas independente da tecnologia utilizada a entrevista pessoal não deve ser dispensada, mesmo que seja na última etapa. Olhar nos olhos do candidato ainda é muito importante.

A descrição do cargo precisa espelhar a realidade das atribuições e responsabilidades, assim fica mais fácil definir o perfil exato do candidato como: o tipo de experiência necessária, faixa etária ideal, exigências físicas, formação educacional mínima e necessidades de treinamentos. 

Com essas informações disponíveis o recrutador disponibiliza a vaga ao mercado e seleciona os currículos que possuem maior afinidade com as atividades a serem desenvolvidas.

Após a seleção vem o momento da entrevista, é hora de conhecer o candidato, explore ao máximo o seu conhecimento técnico e intelectual, inclua testes psicológicos. Se aprovado, procure tirar informações em empregos anteriores, os ex-gestores costuma ser ótimas referências. Faça perguntas poderosas para saber se o candidato é de fácil relacionamento, responsável, ético e comprometido. Com essas qualidades intrínsecas as contratações tendem a ser mais assertivas.

“Contrate caráter, treine habilidades“. Peter Schutz

Contratar um profissional sem tomar os devidos cuidados pode ser uma roleta russa, se houver falhas no processo é provável que o desempenho corporativo fique comprometido aumentando a rotatividade, absenteísmo e consequentemente o passivo trabalhista, quando ocorre este erro um novo ciclo oneroso para a empresa se inicia coma repetição de todo o processo de recrutamento, seleção, treinamento, tempo de reposição da vaga, retrabalho e adaptação do novo colaborador, que pode ou não se adaptar a cultura organizacional. 

Veja como a contratação equivocada pode causar sérios prejuízos interferindo diretamente no resultado financeiro, levando em consideração as margens apertadas que as empresas trabalham, principalmente em momentos de crise. Também é preciso considerar todos os reflexos negativos que a alta rotatividade pode causar.   

Infelizmente é comum ver profissionais sendo contratados pela capacidade técnica e na sequência demitidos por seus comportamentos. 

“Tecnologia hoje é commodity. O que faz a diferença são as pessoas. Por isso, as empresas inteligentes têm investido cada vez mais no treinamento e montado seus estoques de conhecimento, o que traz velocidade e renovação constante aos negócios.”(Mário Sergio Cortella)

Fonte: Marcelo Garcia

Especialista em gestão de crédito


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Gestão do Capital Intelectual Humano
A área de recursos humanos é uma das principais responsáveis pelo bem estar e desenvolvimento das pessoas dentro da organização, quando executada de forma estratégica aliada aos objetivos corporativos traz como consequência uma série de benefícios positivos como: melhor qualidade de vida e  trabalho; redução do absenteísmo e rotatividade; redução do custo com treinamentos, contratações e demissões; aumento da receita financeira e consequentemente aumento na rentabilidade tornando a empresa mais competitiva frente ao mercado uma vez que todos convergem para um único objetivo que é o crescimento e a perenidade dos negócios.

A gestão de pessoas pode ser dividida em subsistemas, que trabalham em conjunto um com o outro, sempre buscando os mesmos objetivos que é a elaboração de políticas internas visando atrair, reter e desenvolver os melhores talentos. Em relação a nomenclatura utilizada não há uma definição específica, cada empresa define qual utilizar, as mais usuais são Departamento Pessoal e Recursos Humanos, outros nomes bastante utilizados Desenvolvimento Humano, Gestão de Pessoas, Capital Humano, Desenvolvimento Organizacional e Gestão do Capital Intelectual Humano.  

Neste conceito de gestão as responsabilidades são divididas em subsistemas sendo que um fica responsável pela administração das rotinas burocráticas trabalhistas e relacionamentos sindicais, um segundo assume a responsabilidade de desenvolver políticas e ações que visam reter os melhores profissionais, também poderia ficar responsável pelas estratégias de recrutamento e seleção. 

Seguindo esta mesma linha um terceiro subsistema ficaria responsável por descrever e analisar os cargos e salários, definir perfis e características ideais para cada tipo de atividade, elaborar a estrutura organizacional, organizar treinamentos, aplicar pesquisas de clima organizacional e avaliação de desempenho. Também poderia desenvolver planos de carreira para que os profissionais atuem com maior responsabilidade e entusiasmo, uma vez que saberão exatamente o que a empresa espera e o que é preciso para galgar um crescimento profissional.

A estrutura organizacional depende de alguns fatores como: recursos financeiros, porte, número de empregados, volume de trabalho e o grau de maturidade empresarial. A divisão das atribuições e responsabilidades não devem ser engessadas, porém é sempre bom dividir a área em subsistemas a fim de agilizar os processos internos e melhorar a qualidade da gestão do capital intelectual humano.

"Contrate caráter, treine habilidades".  Peter Shultz

A gestão de pessoas quando atua estrategicamente pode construir uma base sólida para o futuro pensando no crescimento e perenidade dos negócios. Por outro lado, quando não há esta visão a organização corre o risco de ficar fadada ao fracasso levando em consideração que o suporte de uma empresa bem-sucedida são as pessoas que nela trabalham.

Dificilmente uma organização sobrevive ao tempo sem uma equipe extraordinariamente competente, comprometida, criativa e principalmente bem recompensada. 

“Tecnologia hoje é commodity. O que faz a diferença são as pessoas. Por isso, as empresas inteligentes têm investido cada vez mais no treinamento e montado seus estoques de conhecimento, o que traz velocidade e renovação constante aos negócios. ” Mário Sergio Cortella


Fonte: Marcelo Garcia


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Movimentos cíclicos corporativos. Crise x Oportunidade
“Os grandes navegadores devem a sua reputação aos temporais e tempestade” Epícuro
A crise financeira sem precedentes que atingi o Brasil prejudica o desenvolvimento econômico e traz uma série de consequências negativas fechando milhares de empresas, postos de trabalho e deixando milhões de pessoas desempregadas, porém para alguns setores da economia a situação pode ser de grandes oportunidades, como o caso dos escritórios de consultorias e profissionais liberais com expertise em gestão.
As empresas vão ter que passar por reestruturações, repensar suas estratégias e talvez mudar o rumo se quiserem sobreviver.  Momentos como esse são ideais para pensar diferente e promover as mudanças necessárias.  
Ações como: rever a forma de controlar as finanças; inovar; reduzir custos; aumentar a eficiência operacional; reinventar a área comercial; criar novos produtos; repensar a relação com a comunidade, clientes, parceiros, colaboradores e meio ambiente serão de extrema importância para quem pretende seguir em frente.    
O custo para manter um profissional experiente para conduzir um processo como este e ainda gerar mudanças positivas geralmente é muito alto, a terceirização vem como alternativa para muitas empresas que precisam melhorar a gestão investindo de acordo com as suas realidades financeiras. .  
Muitas organizações já estão se preparando para o pós crise, ou seja, novas oportunidades de negócios estão surgindo, em breve o país voltará a crescer, afinal, esta não é a primeira e nem será a última crise que passamos, o Brasil já passou por diversos momentos de instabilidade e sempre voltou a crescer, cada vez mais forte, afinal somos uma das maiores economias do mundo.
É realidade que muitos negócios vão desaparecer e felizmente outros irão surgir em movimentos cíclicos corporativos, vai sobreviver quem estiver melhor preparado e adaptado as novas tendências de mercado.  
E a sua empresa está preparada para a nova fase que está surgindo?

"Não há mal que sempre dure nem bem que nunca se acabe" 

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Auditoria
A auditoria consiste em analisar os documentos contábeis de uma organização seja ela com fins lucrativos ou não garantindo a veracidade das informações registradas e também para examinar se as normas e procedimentos internos estão sendo cumpridos na íntegra. 

Quando aplicada periodicamente a auditoria reduz a incidência de ações fraudulentas, mitiga riscos e evita prejuízos, pois mantém as pessoas sempre alertas e mais atentas no desenvolvimento de suas responsabilidades. O processo pode ser realizado por profissionais interno, externo ou mesmo misto, o mais recomendável é que o seja conduzido de forma mista, sendo, uma auditoria interna e a outra externa no mínimo uma vez ao ano ou sempre que houver necessidade.  

“A auditoria é um controle administrativo cuja função é medir e avaliar a eficiência dos outros controles” Cordeiro

Para realizar a auditoria de forma legal é preciso que o profissional seja capacitado, possua formação em contabilidade e registro nos órgãos competentes, porém nada impede que o próprio gestor ou dono do negócio realize auditorias periódicas, mesmo que seja de maneira informal, o importante é mostrar que existe controle, que alguém está olhando, Neste caso basta eleger as principais contas contábeis como: caixa, bancos, aplicações, contas a receber, créditos concedidos, estoque, máquinas, equipamentos, utensílios, veículos, contas a pagar, linhas de financiamentos, taxas e juros negociados, descontos, abatimentos, conferência das obrigações trabalhistas e demais conformidades legais, após escolher as contas é só realizar o exame.

Caso o auditor seja terceirizado é recomendável substitui-lo a cada quatro ou cinco anos para que não haja vícios e influências internas.

Os ativos  tangíveis por serem muito voláteis precisam de cuidados especiais  tais como: verificar as ocorrências de depreciações e se os mesmos estão em boas condições de uso, também é preciso conferir se encontram disponíveis dentro da empresa conforme o registro contábil.   

No processo de auditoria não pode ser negligenciado os contratos com parceiros comerciais cujo a finalidade é garantir que as condições acordadas entre as partes sejam cumpridas à risca, no momento em que uma das partes fica insatisfeita e decide valer de seus direitos judicialmente é que se descobrem falhas e cláusulas mal elaboradas.

Em relação aos contratos, é preciso revisar todos firmados com terceiros, inclusive instituições financeiras a fim de detectar falhas, cláusulas abusivas e reduzir os custos operacionais. A revisão deve ser feita em parceria com uma assessoria jurídica para que os aspectos legais sejam observados. Se for apontado algo que possa prejudicar a empresa , faça novas negociações e os ajustes necessários o quanto antes.

Quando a empresa possui a cultura de realizar auditorias periodicamente acaba mitigando riscos com desvios, fraudes e também reduz os custos operacionais, proporcionando aumento na receita e consequentemente maior lucratividade, tornando-a mais competitiva no mercado.

O patrimônio empresarial e familiar deve ser observado e cuidado bem de perto, aqui vale a máxima que "O olho do dono é que engorda o gado".  

Marcelo Garcia

Especialista em gestão de crédito 

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Planejamento financeiro pessoal
O mês nem bem começou e seu dinheiro já acabou? A dica para você se livrar das dívidas e voltar a ter dinheiro no bolso o mês inteiro é elaborar um bom planejamento financeiro anotando diariamente tudo que é gasto por menor que seja a despesa, criar este hábito ajuda a ter mais controle, disciplina e visão geral para aonde o seu dinheiro está indo.  
Para conhecer a realidade é preciso diferenciar a situação econômica da financeira. A econômica tem a ver com os bens patrimoniais, em contrapartida a situação financeira está relacionada com o que  você ganha e gasta, receitas e despesas, é composto pelo orçamento mensal. Ter um boa situação econômica nem sempre quer dizer ter uma boa situação financeira.
Após esta análise é hora de montar o seu fluxo de caixa de forma simples e objetiva, basta anotar o valor da receita, ou seja, tudo que você receberá durante o mês e em contrapartida relacionar todas as despesas. Exemplo: se o seu caso for de um profissional assalariado em regime CLT, com remuneração fixa mensal, como a maioria dos brasileiros, soma o valor do seu salário líquido e diminui todas as despesas que terá durante o mês, a diferença do saldo pode ser positiva quando sobra dinheiro ou negativa quando falta. No caso de sobra o ideal é guardar na poupança, apesar do baixo rendimento ainda é uma aplicação segura e de fácil liquidez, caso falte dinheiro é prudente reunir a família para repensar e refazer as despesas mensais e ver o que pode ser cortado, com certeza terá algo que poderá ser eliminado e que não lhe fará falta, são os chamados gastos supérfluos, desnecessários, muitas vezes consumidos no calor da emoção ou por impulso. Lembre-se o apoio da família neste momento é fundamental para organizar as finanças.
Como são numerosas as coisas sem as quais posso passar" Sócrates
Para ter uma situação financeira estável é preciso muita disciplina e compor uma reserva pensando no futuro, quem sabe até para uma aposentadoria tranquila. Também é preciso pensar nos imprevistos que podem acontecer como perda inesperada do emprego ou problemas de saúde, afinal todos estamos sujeitos. Parte da reserva servirá para cobrir os gastos adicionais do início do ano onde as despesas costumam ser mais altas já que temos compromissos com pagamento de impostos, matriculas, material escolar, presentes, roupas, festas e viagens. 
Sabemos que é muito difícil poupar, nossa cultura não tem por hábito guardar dinheiro para o futuro, pois vivemos em um país extremamente consumista e imediatista influenciados pela mídia de massa. Infelizmente uma realidade.
Um método simples de forçar o orçamento e que ajuda a poupar é separar em média 15% do ganho líquido logo após o recebimento do salário, aliás no dia do recebimento, como se fosse um compromisso, uma dívida onde o principal credor é você mesmo.
Também é interessante elaborar uma planilha discriminando todas as suas despesas separadas por grupo de gasto. Separe e relacione as despesas com moradia, alimentação, saúde, veículo, transportes, educação, impostos, cuidados pessoais, lazer, vestuário e diversos, esse controle vai demonstrar como seu dinheiro está sendo gasto, assim fica fácil visualizar onde a despesa é maior ou menor.
Para aqueles que pretendem organizar as finanças e ter uma qualidade de vida melhor é fundamental montar um controle diário de todos os gastos, anotando em um papel de bolso ou agenda tudo que é gasto, inclusive as menores despesas como um cafezinho no boteco, a princípio parece uma tarefa árdua mais com o tempo passa ser tão normal que você nem vai perceber, o primeiro mês é o mais complicado pois não estamos acostumados a controlar nossos gastos, policiar nossas despesas, no segundo começamos a acostumar com a ideia a partir do terceiro vira um hábito até prazeroso.
“A repetição leva a perfeição”
Com os dados em mãos e após fazermos uma análise detalhada de todos os gastos vem a surpresa, o valor com objetos supérfluos e principalmente em pequenas coisas desnecessárias são muito maiores que pensávamos.
Saber economizar é o primeiro passo para conquistar a tão sonhada “liberdade financeira", isso não quer dizer que não podemos gastar com o que nos faz bem, temos sim este direito e devemos, pois, sem algumas extravagâncias de vez em quando podemos até perder a motivação do trabalho. Podemos gastar, porém com parcimônia.
A partir do momento em que você coloca as finanças em dia, ou seja, começa a planejar os gastos de acordo com os ganhos, é possível poupar e gastar de maneira saudável proporcionando uma  melhor qualidade de vida a você e sua família. 
Em determinados momentos, desde que com planejamento, podemos nos dar ao luxo de fazer algo que nos traga prazer, como almoçar em um bom restaurante, comprar um perfume de qualidade, proporcionar uma viagem de lazer com a família, trocar de carro, comprar um presente para alguém especial que amamos e muito mais, nada disso é errado ou pecado, apenas temos que ter cuidado, analisar sempre o fluxo de caixa que neste caso irá funcionar como se fosse uma "bola de cristal". Ao consultarmos nossa planilha de receitas e despesas teremos a resposta se podemos ou não fazer tal extravagância ou então quando poderemos realiza-las.
A princípio poupar 15% da receita líquida parece impossível, mais a partir do momento em que temos um controle de tudo que gastamos o grau de dificuldade diminui, se aliado a um planejamento orçamentário familiar podemos então pensar tranquilamente em fazer o famoso “pé de meia” ou "encher o colchão" como falavam os antigos. Poupar para o futuro é garantia de liberdade, segurança e estabilidade no presente.
Marcelo Garcia
Especialista e gestão de crédito e riscos 


Obs. Caros leitores, se quiserem receber uma planilha de orçamento pessoal, faça uma solicitação pelo e-mail mar_230@yahoo.com.br que enviarei sem custo. 

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

O cartão de crédito como aliado nas finanças pessoais
O endividamento das famílias brasileira tem crescido nos últimos anos, segundo pesquisa divulgada pela CNC em agosto de 2017 o percentual de famílias endividadas atingiu 58,4%, maior índice dos últimos 07 anos, a maior parte desta dívida está relacionada ao uso do cartão de crédito, modalidade apontada comum dos principais tipos de dívidas por 76,4% das famílias endividadas, seguida pelo Carnê 15,8% e Crédito Pessoal 10,6%, porém quando o cartão de crédito é utilizado de forma planejada pode ser um forte aliado no orçamento familiar, desde de que, a fatura seja paga no vencimento. É possível concentrar boa parte das despesas mensais em uma única fatura e em um único vencimento facilitando a análise e controle dos gastos. Vale lembrar que é preciso muito cuidado, pois quando utilizado sem critério se torna uma ferramenta perigosa e destrutiva, a grande armadilha é acreditar que o limite do cartão faz parte da renda mensal.
Para quem possui esse tipo de dívida é recomendável substituí-la por outras linhas menos onerosas o mais rápido possível, um bom exemplo é trocar pelo empréstimo pessoal consignado, que tem uma taxa de juros mais acessível podendo ser inferior a 25% ao ano, os juros do cartão de crédito é o mais alto do mercado. Em agosto, segundo dados do BC, a taxa média foi de expressivos 397,4% ao ano.
Com a substituição da dívida, agora com juros bem menores, vale a pena fazer um planejamento orçamentário e elaborar um fluxo de caixa, esta ferramenta permite prever o valor em dinheiro que estará disponível em determinada data. Com os números em mãos e as finanças organizadas você poderá efetuar as compras com segurança sabendo que terá condições de honrar os compromissos assumidos em seus respectivos vencimentos fugindo da necessidade de parcelar a fatura ou mesmo ficar inadimplente. 
Ao negociar a troca de dívida do cartão é preciso saber se realmente poderá honrar os compromissos assumidos antes de fechar o negócio, neste caso o fluxo de caixa é a ferramenta ideal para ajudar e demonstrar até quanto você poderá assumir em dívidas e qual o dia ideal para vencimento da fatura, é preciso lembrar também que as despesas vão continuar, inclusive os imprevistos, por isso não é aconselhável comprometer um percentual muito alto em relação aos rendimentos.
Para elaborar um fluxo de caixa de forma simples e objetiva basta anotar o valor da receita, ou seja, tudo que receberá durante o mês e em contrapartida relacionar todas as despesas. Exemplo: se for o caso de um profissional empregado CLT que possui remuneração fixa mensal como a maioria dos brasileiros, soma o valor do seu salário líquido e diminui as despesas, a diferença é o saldo, que pode ser positivo quando sobra ou negativo quando falta dinheiro. No caso de sobra o ideal é guardar em uma poupança, que apesar do baixo rendimento é uma aplicação simples e segura, caso falte dinheiro é prudente repensar as despesas e ver o que pode ser cortado, com certeza terá algo que você poderá cortar e que não fará falta, são os chamados gastos supérfluos, desnecessários, muitas vezes utilizados no calor da emoção ou por impulso.
"Como são numerosas as coisas sem as quais posso passar" Sócrates
O crédito quando utilizado de forma responsável e consciente é um grande propulsor do desenvolvimento econômico e social, a economia brasileira tem demonstrado a importância desta modalidade pelo expressivo crescimento na utilização do cartão de crédito, modalidade mais utilizada pelos brasileiros, citada por 83% dos consumidores segundo pesquisas divulgadas pelo SPC Brasil. Este dado mostra a dimensão e importância do cartão e do crédito.  
O cartão de crédito como conhecemos hoje existe no Brasil desde 1950, porém na década de XX já existia este conceito nos E.U.A. que era utilizado por donos de postos de combustíveis, hotéis e outros tipos de estabelecimentos comerciais. O primeiro cartão de crédito foi o Diners Club Car, inicialmente aceito em 27 restaurantes e com 200 clientes a maioria executivos, dois anos mais tarde foi lançado o cartão internacional na época aceito em restaurantes e hotéis. Cinco anos após o surgimento o cartão já era aceito em mais de 50 países.


Fonte: Marcelo Garcia